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Voluntárias confeccionam polvos para bebês

15/08/2019 06:00

Inspiradas no projeto de confecção de polvos de crochê para bebês prematuros, voluntárias dos clubes de mães de Rio Fortuna abraçaram a causa e se dedicam com amor à produção dos bichinhos, toucas e sapatinhos para doar aos hospitais. A primeira remessa de trabalho foi entregue esta semana na UTI neonatal do Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis.


Na oportunidade, a primeira-dama Cristiani Brettos Goulart Balmann, a secretária de Assistência Social Gabriela Ricken Warmling Moreira e a voluntária Josiane Vandresen Heidemann conheceram a realidade da unidade hospitalar e a importância do trabalho social para a recuperação dos recém nascidos.


Os polvos são feitos de lã, com tentáculos em espiral, em diversas cores e tamanhos.  Colocados ao lado de recém-nascidos, transmitem calma, proteção e amor.  “Quando soube da existência do projeto e relatos de como contribui para a recuperação dos bebês, fiquei sensibilizada em poder ajudar”, comentou a voluntária Josiane.


Com a colaboração da família e amigos próximos, a agricultora separou novelos de lãs e agulhas e iniciou a confecção dos polvinhos em casa. “Procurei vídeos no Youtube e comecei a fabricar pouco a pouco. Quando entregamos a remessa do trabalho no hospital infantil foi emocionante. Vimos a importância deste trabalho e me senti motivada a fazer muito mais”, relata a voluntária.


Em Rio Fortuna, o trabalho realizado pelas voluntárias dos clubes de mães tem a parceria da Associação Beneficente Riofortunense (Abraf). “Nós nos sentimos gratificadas em poder ajudar os recém-nascidos a se sentirem mais seguros e confortáveis. Para nós pode significar pouco uma produção em crochê, mas para as famílias que esperam a recuperação de seu bebê é inquestionável. O objetivo é o trabalho social, e abraçamos esta causa com muito carinho”, diz a primeira-dama e presidente da Abraf, Cristiani. “É muito gratificante fazer algo com as suas próprias mãos e saber que isso vai ser útil para ajudar um bebê prematuro que está lutando pela vida”, completa a secretária de Assistência Social.


Projeto iniciou na Dinamarca

A ideia dos polvos feitos de crochê para bebês prematuros surgiu na Dinamarca, em 2013, com um grupo de voluntários. O chamado Projeto Octo se espalhou por outros países da Europa e também Estados Unidos e começou a ser difundido no Brasil somente no início de 2017. O polvo ajuda no posicionamento do bebê na incubadora e transmite calma e proteção ao recém-nascido.

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