A mobilização nacional de vacinação contra o sarampo, com foco na população de cinco a 19 anos, termina na sexta-feira. Nesta terceira etapa, a meta é vacinar três milhões de pessoas. A principal medida de prevenção e controle do sarampo é a vacinação, disponível durante todo o ano nos 42 mil postos de saúde do país. Para viabilizar a campanha, além das demandas de rotina, o Ministério da Saúde enviou neste ano 3,9 milhões de doses da vacina, 9% a mais que o solicitado pelos estados.
Mesmo com o novo coronavírus (Covid-19) em evidência no Brasil e no mundo, o Ministério da Saúde também está atento e tem alertado a população quanto à importância da vacinação contra o sarampo. A doença é grave e de alta transmissibilidade. Para se ter uma ideia, uma pessoa infectada pode transmitir para até outras 18 pessoas que não estejam imunes. A disseminação do vírus ocorre por via aérea ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Neste caso, não é necessário o contato direto, porque o vírus pode se disseminar pelo ar a metros de distância da pessoa infectada. As crianças são mais suscetíveis às complicações da doença.
Dando continuidade às ações, as próximas etapas vão ocorrer com foco nos públicos de 20 a 29 anos de idade e de 20 a 59 anos. A mobilização nacional de vacinação contra o sarampo é uma estratégia do Ministério da Saúde para interromper a transmissão e eliminar a circulação do vírus no Brasil.
As duas primeiras etapas já ocorreram em 2019, com a realização de campanhas nacionais, em outubro, de crianças de seis meses a menores de cinco anos de idade. E a segunda etapa aconteceu em novembro, para a população de 20 a 29 anos.