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Usina eólica será ampliada em TB

05/09/2019 06:00

Tubarão abriga hoje projetos inovadores de desenvolvimento e pesquisa: solar, eólicos e as baterias, todos da Engie, e em breve deve ter seu parque ampliado. Segundo Julio Albien, gerente do P&D Armazenamento de Energia, o terreno onde estão instaladas hoje a Usina Fotovoltaica Cidade Azul e a Usina Eólica Tubarão 1 tem dez hectares e é usado pela Engie como parque tecnológico para seus projetos de pesquisa e desenvolvimento.


Além desses já instalados, existem dois novos projetos na região, sendo o primeiro para a instalação de baterias de grande porte para armazenamento de energia. O segundo é a construção de uma segunda usina eólica. Quando concluída, ela terá capacidade de 4,3 MW e, além da sua fabricação nacional, terá também o seu projeto construtivo de engenharia desenvolvido inteiramente por empresas brasileiras e se tornará, portanto, o primeiro aerogerador 100% nacional”, pontua.


Entre as aplicações a serem estudadas no projeto das baterias de grande porte, estão a possibilidade de armazenar energia provenientes das usinas eólica e solar, para uso em horário de maior demanda. “Por exemplo, utilizar parte da energia solar da manhã ou do vento da madrugada para utilização no horário de maior consumo (tarde/noite). O projeto das baterias tem investimento previsto de R$ 25 milhões ao todo. Outra aplicação é permitir maior previsibilidade de entrega dessas fontes de energia, reduzindo a intermitência dessa geração”, explica Julio.


Atualmente, o município abriga a Usina Solar Cidade Azul (Usca) e a Usina Eólica Tubarão 1 (UETB1). A capacidade instalada da usina fotovoltaica é de 3 MW e está dividida em três circuitos de 1 MW cada. Já a Usina Eólica Tubarão 1 é composta por um único aerogerador, com capacidade de 2,1 MW. Ambas as usinas são resultados de projetos de pesquisa e desenvolvimento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), liderados pela Engie, explica Julio.


“A Usca é composta por 19.424 módulos/placas solares e contou com investimento de R$ 53 milhões ao longo de cinco anos. Já a UETB1 é o primeiro aerogerador do Brasil construído com fabricação 100% nacional. Trata-se de um projeto de engenharia adquirido de empresas estrangeiras, mas que todas as peças e equipamentos foram fabricadas exclusivamente por empresas nacionais e com investimento total de R$ 39 milhões”, destaca.

 

Funcionamento e capacidade

A energia gerada pela Usina Solar Cidade Azul (Usca), atualmente, é conectada na rede da Celesc. “O seu uso, portanto, pode ser feito por qualquer consumidor (residencial, comercial, industrial) conectado à rede de distribuição”, explica Julio Albien. A Usina Eólica Tubarão, por sua vez, é conectada na subestação do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda e pode ser transmitida para qualquer região do Brasil, pois faz parte do Sistema Interligado Nacional (SIN). O seu uso, assim, pode ser feito por qualquer agente conectado à rede de transmissão. Segundo Julio, as usinas fotovoltaicas transformam a radiação liberada pelo sol em energia elétrica.  Já as usinas eólicas transformam a energia proveniente da velocidade dos ventos em energia elétrica. Quando for ampliada, a UETB passará dos atuais 2,1 MW (UETB1) para 6,4 MW (UETB1 + UETB2). “Ambas as fontes de energia são renováveis e dependem das condições meteorológicas adequadas (sol e vento) para gerarem energia em sua capacidade máxima. O uso das baterias de grande porte, por sua vez, permitirá que parte dessas energias sejam utilizadas em outros horários, mesmo quando essas condições não sejam as ideais. Hoje, a Usca e UETB1, juntas, conseguem suprir 2,5 mil residências mensalmente. “Quando a nova torre eólica estiver em operação, estima-se um crescimento médio de mil residências atendidas por mês”, avalia.

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