O esforço coletivo tem gerado bons resultados para Santa Catarina. Com papel importante, os cooperativistas são primordiais nesse processo. Em diferentes áreas da economia, esse modelo socioeconômico baseado na cooperação e solidariedade entre os membros, ganha relevância.
De acordo com dados da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc), as cooperativas somaram receitas totais de R$ 82 bilhões no ano passado. Os principais setores envolvidos nesse resultado são a agricultura, crédito, saúde, transporte e consumo.
Atualmente, cerca de três milhões de catarinenses participam do sistema que tem ampliado sua força. No último ano, ele gerou 5.697 novos postos de trabalho, fazendo com que o total de pessoas empregadas chegasse a 88.466. Isso tem impacto econômico e social, já que o modo como o cooperativismo atua gera oportunidades em todas as partes do Estado, promovendo a capacitação de profissionais, formação de líderes e reconhecimento da produção local.
Ainda conforme a Ocesc, em 2022, cooperativas do ramo agropecuário representaram 70% das exportações realizadas pelo Estado no ano passado. Reforçando o apoio ao cooperativismo, foi relançada, recentemente, a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) da Assembleia Legislativa de Santa Catarina. O grupo, composto por 14 deputados, tem como objetivo apoiar, incentivar e assistir estudos de interesse social e econômico e político referentes ao setor.
Cooperativismo no Brasil
No Brasil, o cooperativismo começa os ensaios iniciais influenciado pelo movimento operário europeu com a fundação da primeira cooperativa brasileira, a Cooperativa de Consumo dos Empregados da Empresa de Gás do Rio de Janeiro, em 1889. A partir daí, o cooperativismo se expande pelo país e é lembrado neste sábado, através do Dia do Cooperativismo.