O jornalista tubaronense Henrique Bueno fez parte da comitiva, mas não está envolvido em nenhum ato considerado criminoso
Um grupo da região esteve presente em Brasília na ocasião. Alguns foram presos e ainda respondem na Justiça sobre a participação, entre eles a “Fátima de Tubarão”, Camila Mendonça Marques e Joel Borges Corrêa.
O jornalista tubaronense Henrique Bueno fez parte da comitiva, mas não está envolvido em nenhum ato considerado criminoso. Pelo contrário. Segundo ele, em entrevista ao DS, o ato que é chamado como golpista não foi realizado pela comitiva patriota, como ele descreve o grupo.
“Está muito claro, óbvio mesmo, que tudo aquilo foi uma armação. As nossas manifestações, como em todos os momentos históricos que participamos, como por exemplo em frente aos quartéis, sempre foram pacíficas e ordeiras, e os gritos de ordem eram por justiça. Reivindicávamos a lisura das eleições. Foi para isso que o pessoal foi para Brasília, para questionar o processo eleitoral. Todo o resto, liberdade, democracia, vem na sequência”, pontua Henrique.
“Tudo começou às 15h33, dentro do Palácio do Planalto, com o Danilo já vestindo camisa preta com a imagem do Bolsonaro em branco, destruindo o relógio, os bustos e quebrando a câmera. Só que de manhã o mesmo Danilo estava comendo arroz com linguiça na beira da BR junto com o pessoal do Movimento Sem Terra, com a camisa do MST. Mas o Danilo foi morto e não é mais testemunha”, conta. (Nota da Redação: o homem que quebrou o relógio do século 17 que Dom João VI trouxe para o Brasil se chama Antônio Cláudio Alves Ferreira e foi preso em Uberlândia no fim de janeiro do ano passado).
“Os patriotas começaram a chegar lá somente às 16h, que foi o horário que eu cheguei, e já tinha esse outro pessoal quebrando tudo, com a anuência da polícia. Às 16h58, depois de quebrarem tudo, foram se misturar com os patriotas e convidaram para entrar. Foi uma armação muito clara, repito”, reforça o jornalista.
Sobre os tubaronenses que foram presos, Henrique diz que o que ele sabe é que Camila e Joel foram liberados com medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica. “Já sobre a dona Fátima eu não sei como está a situação dela. O que sei é que ela realmente entrou no palácio, falou o que não devia, na hora que não devia, e foi pega. Mas também há outras situações relacionadas a ela que não sei especificar e nem dizer como está o processo”, afirma.