Diversos leitores continuam reclamando ao DS sobre o transporte coletivo de Tubarão. Segundo eles, as linhas foram reduzidas por conta da pandemia e ainda não retornaram. “A frota não mudou e não foi vista nenhuma melhoria”, alegam.
A precariedade no serviço do transporte coletivo em Tubarão era ligada à falta de uma nova concessão que delimitasse as melhorias necessárias. Isso foi feito pela prefeitura em julho de 2019, antes mesmo da pandemia. Mas as empresas responsáveis pelo serviço ainda não cumpriram sua parte. “O movimento normalizou e a cidade precisa de um serviço de qualidade. Nem mesmo a exposição dos horários e linhas de ônibus foi fixada no terminal urbano. O cenário é praticamente o mesmo de antes da nova concessão”, pontuam os usuários.
Quando o contrato de concessão foi assinado há quase três anos pelo consórcio formado pelas empresas Transportes Capivari Ltda (TCL) e São Geraldo, que se habilitaram a oferecer o serviço, encerrava-se aí um período de 27 anos em que o serviço operou de forma precária, já que desde 1992 a concessão estava vencida. Em 2012, por conta de pendências judiciais e que impediram a implantação de uma série de benefícios e melhorias aos usuários, o imbróglio ficou ainda maior.
Agora, de acordo com o secretário de Segurança, Trânsito e Patrimônio de Tubarão, Evandro Almeida, com a pandemia, as empresas de ônibus sofreram um grande revés financeiro, por conta, inclusive, da paralisação dos transportes em alguns momentos e a diminuição no número de passageiros.
Agora com a volta à quase normalidade, elas tentam, segundo o secretário, se restabelecer dos problemas financeiros para dar início às melhorias previstas em contrato.
“Já estamos conversando, junto com o prefeito Joares Ponticelli e o consórcio, para chegarmos à melhor forma de começar a colocar em prática as benfeitorias propostas pela concessão. Eles estão passando por sérios problemas financeiros e estamos buscando uma forma de apoio para que as tão esperadas melhorias possam finalmente se concretizar, inclusive, com mais horários e rotas”, afirma Evandro.
Melhorias ainda são aguardadas
A partir da assinatura da concessão, o consórcio teria um período de 180 meses para implantar as exigências estabelecidas no contrato, como a bilhetagem eletrônica, estação de transbordo para otimizar rotas e veículos, passagem única e veículos com acessibilidade, veículos mais confortáveis com ar-condicionado, acessibilidade e câmeras de monitoramento interna e externa, entre outras. Mas, com a chegada da pandemia, o prazo para implantação das mudanças não pôde ser cumprido.