Seis cidades da Amurel e outras 14 das demais regiões do Estado foram alvos de uma operação realizada ontem. O Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e o Grupo Especial Anticorrupção do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) apuram suspeita de fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro no setor de coleta e destinação de lixo.
Quinze mandados de prisão preventiva e 108 mandados de busca e apreensão foram expedidos. Também foram bloqueados bens de 25 empresas e 11 pessoas físicas. Ao todo, são 96 alvos das buscas, envolvendo órgãos públicos, residências particulares e empresas.
Os mandados de busca e apreensão em órgãos públicos objetivam colher provas relacionadas a contratos nos 20 municípios de Santa Catarina.
Os cumprimentos das ordens judiciais de busca e prisão ocorreram nas cidades da região, sendo Imbituba, Pescaria Brava, Laguna, Imaruí, Braço do Norte, Tubarão e Capivari de Baixo. As demais foram em Agrolândia, Apiúna, Ibirama, Presidente Getúlio, Corupá, Itapoá, Barra Velha, Schroeder, Guaramirim, Papanduva, Balneário Barra do Sul, Major Vieira, Bela Vista do Toldo, além do Distrito Federal.
Participam da operação cerca de 220 policiais civis, militares e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), e 23 promotores de Justiça. A apuração corre em segredo de justiça. O nome dos envolvidos não foram informados pela polícia.
As ordens judiciais foram requeridas pela Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos e pelo Geac do MPSC e deferidas pelo Tribunal de Justiça Santa Catarina.