A equipe do setor de Epidemiologia de Santa Rosa de Lima coletou amostras para analisar a causa da morte de um macaco bugio encontrado na terça-feira por moradores da comunidade de Rio do Meio. Quando um indivíduo desta espécie de primata é encontrado morto, pode indicar a presença na região do mosquito transmissor da febre amarela.
“As amostras serão analisadas para se ter certeza se a causa da morte foi ou não de febre amarela. Este é um procedimento padrão que se faz nessas situações. Assim, em caso positivo, podemos evitar a contaminação das pessoas”, esclarece a secretária de Saúde, Siuzete Vandresen Baumann.
Caso algum morador aviste algum outro bugio morto ou com sinais da doença – andando pelo chão, com dificuldade de comer ou beber, deve avisar imediatamente a unidade de saúde, no telefone (48) 3654-0068.
“Os macacos não são transmissores da doença. São os mosquitos. Portanto, os bugios não devem ser mortos caso avistados. Além disso ser crime, matar um animal possivelmente doente aumenta ainda mais a probabilidade de a doença ser transmitida aos humanos, pois se os mosquitos tiverem menos macacos para picar, procurarão as pessoas”, alerta a secretária.
No Estado
Santa Catarina tem 15 pacientes contaminados por febre amarela, segundo dados divulgados pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive-SC) na segunda-feira. São dois casos a mais em relação ao boletim anterior, apresentado 15 dias atrás. Do total pessoas que contraíram a doença, seis foram diagnosticados em Blumenau, no Vale do Itajaí. O número de mortes segue igual: são dois óbitos em 2020, ambos registrados no mês de março.