O sistema de drenagem por bombas em Tubarão será reavaliado e reformulado após a enchente ocorrida na cidade na última semana, segundo o vice-prefeito Caio Tokarski. A colocação de uma fonte alternativa de energia, com gerador próprio, é uma das mudanças a serem estudadas.
A localização das bombas também deve ser reformulada, para que o escoamento seja feito de forma ainda mais eficaz. “Elas vinham funcionando muito bem, o problema é que o volume das chuvas e o nível do rio, que transbordou, inclusive, fez com que a inundação ocorresse sem que pudesse ser controlada até mesmo com as bombas. Mas, certamente, vamos reformular todo o sistema para que estes problemas não voltem a ocorrer”.
O não funcionamento de algumas bombas, na margem esquerda e no Centro, fez com que muitos locais fossem inundados, além do que já ocorreriam com as fortes chuvas. Estas inundações relacionadas às bombas de drenagem foram alguns dos problemas mais relatados durante a enchente nos bairros Dehon e Humaitá.
Nas imediações do terminal rodoviário José Ghizoni ficou concentrado um grande volume de água, que precisou de intervenção para o escoamento. Muitas casas e comércio foram atingidos, tanto no local como também no Centro da cidade, entre as ruas Tubalcain Faraco e Padre Bernardo Freuser.
O motivo para a inundação não foi apenas o transbordamento do rio, mas o não funcionamento de algumas destas bombas de drenagem. Na que fica localizada na margem esquerda, o problema, segundo Caio Tokarski, teve início com a queda de energia. “Nesta bomba específica a falta de energia fez com que ela queimasse e a casa de máquinas ainda fosse inundada. O equipamento fica a aproximadamente sete metros no subterrâneo e ficou totalmente submerso, impossibilitando, inclusive, a chegada de mergulhadores, que trouxemos para ajudar. Assim que conseguimos resolver o problema e fazer a troca, ela foi colocada novamente em funcionamento e a água começou a baixar”, explica.
“O problema da inundação foi além do não funcionamento das bombas, que recebem manutenção periódica e estava com todos os equipamentos em pleno funcionamento, não fosse a queda de energia e também o elevado nível que o rio atingiu, impossibilitando de qualquer maneira o escoamento de forma mais rápida, como no caso do Centro. Mas este aprendizado está nos levando a repensar e reformular estes equipamentos”, pontua Caio.
Trabalho realizado em conjunto
Para que o motor do equipamento pudesse ser substituído, na semana passada, durante a inundação, foi necessário escoar a água que cobria a bomba. O escoamento iniciado durante as cheias e que teve início logo na quinta-feira pela manhã permitiu a substituição do motor emprestado pela Diamante. As empresas Higienelar e Tubarão Saneamento auxiliaram no processo de escoamento da água nas imediações da bomba. A substituição do motor e o escoamento das águas aconteceram ainda na noite de quinta-feira.