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Sindicato diz que é cedo para falar que haverá aumento em gasolina

04/01/2020 06:00

Após o presidente Jair Bolsonaro dizer na sexta-feira que o ataque feito pelos Estados Unidos a um comboio no Iraque deverá impactar no preço dos combustíveis no Brasil, o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis Minerais de Florianópolis (Sindópolis) diz que ainda é cedo para falar em aumento de valores.


De acordo com o presidente do Sindópolis, Vicente Santana Neto, o impacto que o país poderá sofrer deverá variar conforme o aumento do dólar. “Tem muito consumidor com medo de que já na segunda-feira o valor do combustível esteja a R$ 5, como estão falando. Mas não é bem assim. Poderá haver oscilações. Contudo, acredito que o governo deva segurar essas mudanças”, fala o presidente.


 Bolsonaro descartou a possibilidade de tabelar o preço do produto para controlar impactos, e disse que vai discutir o assunto com a equipe econômica e com o chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno.


O ataque norte-americano nas proximidades do aeroporto de Bagdá pode acirrar o clima de tensão e provocar reflexos em todo o mundo. No ataque, aconteceu a morte do comandante de alto escalão da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. Apesar de admitir a preocupação com reflexos da crise internacional sobre a economia do país, o governo não pretende intervir em políticas de preços como o tabelamento.


Para Bolsonaro, o Brasil já chegou ao limite no que se refere à cobrança de impostos.


Em fevereiro, Bolsonaro viajará aos EUA para visitar empresários militares do setor energético interessados em apresentar ao presidente uma tecnologia de transmissão de energia elétrica sem meio físico (linhas de transmissão).

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