O pedido da liminar que quase suspendeu a sessão foi apresentado pelo prefeito de Laguna, Samir Ahmad, apontado como um dos envolvidos no esquema
A sessão extraordinária realizada na Câmara de Vereadores de Laguna nessa segunda-feira também foi marcada pela manifestação dos moradores, alguns usando nariz de palhaço, que pediam para que o texto fosse aprovado e o suposto superfaturamento, investigado.
O pedido da liminar que quase suspendeu a sessão foi apresentado pelo prefeito de Laguna, Samir Ahmad, apontado como um dos envolvidos no esquema. Na decisão do Juizado Especial Regional da Fazenda Pública da Comarca de Araranguá, são apontadas algumas irregularidades que justificariam a anulação do processo. A primeira é de que houve irregularidades na criação do grupo que faria parte da CPI. Isto porque os vereadores que fizeram parte da denúncia são os mesmos que participaram da comissão.
Outro ponto é a inclusão do prefeito como investigado, já que quando ele foi ouvido pela CPI, ele estava na condição de testemunha.
A votação seguiu com sete vereadores em plenário, quórum considerado suficiente para a aprovação do relatório. Os votos favoráveis foram dados por Deise Cardoso (MDB), Gustavo Cypriano (União), Kleber Lopes (União), Rhoomening Rodrigues (PSDB), Patrick Mattos (MDB), Hirã Ramos (MDB) e Luiz Otávio Pereira (União).
Os vereadores Edi Goulart (PSD), Anderson Silveira (PSDB), Jaleel Farias (PSDB), Eduardo Carneiro (União), Nádia Lima (União) e Antônio de Pádua Filho (PL) não seguiram na sessão. Após os trabalhos, policiais militares foram acionados para escoltar alguns vereadores.