Nesta segunda, o auditório da Amurel recebe mais um seminário, a partir das 8h30, aberto ao público
Desde 2009, após a criação de uma lei, o dia 24 de março é marcado em Tubarão como o Dia Municipal de Memória da Catástrofe de 1974. Nesses 15 anos, seminários reúnem a população, entidades e políticos para debater o que deve e pode ser feito para evitar a ocorrência de fenômenos semelhantes.
Nesta segunda, o auditório da Amurel recebe mais um seminário, a partir das 8h30, aberto ao público. “Antes dessa lei, existia um comportamento coletivo até estranho em Tubarão. Quando chovia muito, as pessoas iam para a beira do rio. Depois, quando não havia estragos, essas pessoas voltavam pra casa e seguiam a vida normalmente. Ninguém falava sobre ações preventivas, não tinha essa preocupação”, explica o vereador Maurício da Silva, autor da lei criada em 2009.
Segundo ele, o seminário trabalha com três frentes. A memória, para que o evento não seja esquecido; a prevenção, com o que pode ser feito para que o rio não transborde novamente; e a reação eficiente, com a divulgação do que cada pessoa pode fazer em caso de uma nova enchente.
O seminário deste ano também tem um foco direto: a atualização dos projetos de redragagem do rio Tubarão. “Em 2013, conseguimos os recursos para os projetos, mas que não foram colocados em prática. Com os projetos defasados, pedimos agora uma atualização. Essa demanda já vem sendo debatida há algum tempo, até pelos deputados que compõem a bancada do Sul”, explica o vereador.
Maurício também aponta as conquistas que os seminários trouxeram para a cidade nesses 15 anos. “Entre elas, está o fato de Tubarão passar a ter uma secretaria de Defesa Civil, com apoio técnico e financeiro do governo federal, a criação de um plano de contingência, e a inclusão de Tubarão no plano de cidades resilientes da ONU”.
“Não podemos esperar para tomar ações que podem evitar novas tragédias. Em 2022, por exemplo, chuvas intensas fizeram com que o rio transbordasse novamente e afetasse diversos bairros, trazendo prejuízos. Nossa missão agora é buscar formas de evitar que isso ou até uma enchente como a de 74 ocorra”, enfatiza Maurício.