A equipe da secretaria da Saúde de São Ludgero está realizando um trabalho de conscientização e reforça o pedido às pessoas que não deixem água parada em recipientes nas suas residências, comércios ou empresas. Atualmente, a cidade possui 61 focos do mosquito Aedes aegypt sendo monitorados. Até amanhã, 24 agentes de saúde da família e quatro de Endemias estão realizando um trabalho de visitação em mais de duas mil residências para verificar a situação nos bairros Centro, Madre Tereza, Beira Rio e Parque das Acácias.
Em maio, com 24 focos, o município passou a ser considerado pelo Estado uma cidade infestada pelo mosquito Aedes aegypti, com os bairros Centro, Parque das Acácias e Madre Tereza. Um boletim epidemiológico apresentado recentemente, referente à situação epidemiológica, aponta para um aumento de focos detectados de 762% se comparado ao ano passado. E a preocupação aumenta quando é feita uma análise com o número populacional do município, que é de aproximadamente 14 mil pessoas.
A secretária da Saúde de São Ludgero, Morgana Rech da Silva, informa que as pessoas precisam fazer a sua parte não deixando água parada em recipientes para que aconteça uma diminuição na proliferação do inseto.
“Caso contrário, em pouquíssimo tempo, o município perderá o controle em relação ao mosquito, somado ao risco altíssimo de desenvolver uma epidemia de dengue, chikungunya e zika”, ressalta e completa que a situação é extremamente grave.
Em São Ludgero, as agentes de saúde da família, durante as visitas domiciliares, estão verificando a presença de locais propícios ao desenvolvimento do mosquito. Denúncias podem ser encaminhadas através do número (48) 36571938, pelo WhatsApp.
Situação em santa Catarina
No período de 2 de janeiro a 26 de novembro, em Santa Catarina, foram identificados 135.827 casos suspeitos de dengue. São 83.142 casos confirmados, um aumento de 335% se comparado ao mesmo período de 2021.