Elvis Palma/DS O estacionamento rotativo de Laguna, que funciona de forma gratuita, será prorrogado por mais dois meses. Segundo a prefeitura, o modelo adotado nas ruas do Centro Histórico é considerado positivo pela comunidade.
O projeto piloto, de caráter educativo e de orientação social, começou a operar no dia 1º de outubro de 2018. Em dezembro, foi prorrogado por 60 dias, que terminariam hoje. Agora, a prefeitura garante que o rotativo segue até o fim de março. Ao todo, são 421 vagas disponíveis, em pelo menos dez ruas.
Dados da corregedoria da Guarda Municipal, que fica responsável pelo serviço, revelam que mais de 2.100 veículos usaram o estacionamento rotativo em janeiro. Ainda neste mês, cerca de 40 motoristas foram notificados pelo uso irregular das vagas demarcadas. A maioria deles, por não respeitar o tempo máximo de permanência, que é de duas horas.
O rotativo funciona entre segunda e sexta-feira, das 8h às 18h, e aos sábados, das 8h às 12h. O tempo máximo de permanência na mesma vaga é de duas horas.
A Guarda Municipal é quem está responsável pela fiscalização, mas a prefeitura diz que a PM também pode ser acionada pelos 15 instrutores do sistema em casos de infração. A multa para as infrações é de R$ 195,23, com registro de cinco pontos na carteira de habilitação e remoção do veículo para o depósito.
Enquanto o projeto piloto funciona, a prefeitura de Laguna ressalta que continuam as tratativas para implementar, de maneira definitiva, um sistema rotativo, com a cobrança de valores.
ROTATIVO DEFINITIVO EM DISCUSSÃO
Para Patrick Paulino, presidente da Associação Empresarial de Laguna (Acil), o estacionamento rotativo de caráter educativo também vem sendo avaliado como positivo pelos empresários do Centro Histórico. “Conseguimos perceber uma maior movimentação no comércio e na região central. É uma rotatividade maior, principalmente de turistas, nesta época do ano. Mas não podemos deixar de pensar em como ficará a questão da implementação do rotativo definitivo. Assim que a temporada acabar, vamos voltar a conversar com a prefeitura para encontrar formas de viabilizar uma empresa terceirizada para ficar responsável pela oferta de vagas pagas para carros e motos”, explicou Patrick.
Guilherme Corrêa