Santa Catarina registrou 18 casos da febre maculosa neste ano, dois deles aqui na região: em Orleans e Grão-Pará.
Os quadros apresentados, no entanto, foram de menor intensidade e não resultaram em óbitos. A morte de quatro pessoas por febre maculosa no estado de São Paulo chamou atenção para os riscos da doença.
A febre maculosa é transmitida pela picada do carrapato infectado com a bactéria do gênero Rickettsia. A transmissão acontece quando o animal infectado fica aderido ao corpo da pessoa ou também pela penetração das bactérias em lesões de pele, através do esmagamento do carrapato.
No Brasil, o principal vetor da febre maculosa é o carrapato-estrela, que é encontrado especialmente em capivaras. Segundo o governo de Santa Catarina, a bactéria encontrada no Estado é a que produz quadros menos graves, chamada de Rickettsia parkeri. Já a Rickettsia rickettsii, que leva ao quadro de febre maculosa brasileira (FMB) considerada a doença grave, é registrada no Norte do Paraná e nos estados da região Sudeste.
No ano passado, Santa Catarina registrou 41 casos da doença. “É importante destacar que Santa Catarina não tem registro de óbitos por febre maculosa, justamente porque a bactéria encontrada no estado é a que produz quadros menos graves. Mas é preciso estar atento à prevenção e aos sintomas”, destaca Ivânia Folster, gerente de zoonoses da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de SC (Dive/SC).
Os principais sintomas são febre, cefaleia, mal-estar generalizado, náuseas, vômitos e lesão no local onde o carrapato ficou aderido.
“Os sintomas podem aparecer entre o segundo e o 14º dia de exposição. É sempre importante procurar por atendimento médico ao apresentar sinais e sintomas. O médico vai fazer a avaliação, investigando se a pessoa mora e/ou esteve em local de mata, floresta, fazendas, trilhas ecológicas e se ela pode ter sido picada por um carrapato. Além disso, são realizados exames para confirmar o diagnóstico”, explica Ivânia.
Prevenção
Para se prevenir, a Dive orienta os moradores a usarem roupas claras para identificar o carrapato no corpo; usar calças, botas e blusas com mangas compridas ao caminhar em áreas arborizadas e gramadas; evitar andar em locais com grama ou vegetação alta; usar repelentes de insetos. “Não aperte ou esmague o carrapato, mas puxe com cuidado e firmeza. Depois de remover o carrapato inteiro, lave a área da mordida com álcool ou sabão e água. Quanto mais rápido retirar os carrapatos do corpo, menor será o risco de contrair a doença”, explica a Dive.