A pandemia provocou muitas mudanças em todo o mundo. Na educação, não foi diferente. Com o retorno das aulas presenciais, educadores precisaram se reinventar para atrair os alunos depois de tanto tempo de confinamento. Foi o caso da professora de Ciência Scheila Preve.
Ao trabalhar o conteúdo de classificação de espécies com estudantes do 4º e 7º anos, da Escola Elizabeth Ulyssea Arantes, em Laguna, Scheila construiu um borboletário. Ao lado da também professora Rosangela Yung, a educadora surpreendeu os alunos para que eles pudessem acompanhar a metamorfose das borboletas.
“O borboletário fica na entrada da escola e todas as turmas acompanham o processo. Eles alimentam as lagartas com folhas de limão e maracujá. Quando se forma o casulo, as crianças observam e aguardam a borboleta. Quando ela nasce, eles vão para o pátio da escola e as soltam. É um encanto para eles acompanharem todo o ciclo”, destaca a docente.
Scheila conta que já trabalhou com borboletário em outras escolas. “O objetivo é observar a metamorfose da borboleta, classificar os tipos de lagartas, os tipos de cada uma. Quando estão prontas, é uma festa entre os alunos. Eles acompanham todo o processo. Tem dias que nasce umas três borboletas. Conseguimos, de forma lúdica, que eles aprendam ainda mais”, diz a professora.