As pessoas que foram aos supermercados nas últimas semanas notaram um aumento considerável nos preços dos produtos. Alimentos como feijão e leite foram alguns dos que mais tiveram alta nos preços em meio à pandemia e à crise que assola o país.
De acordo com a Associação Catarinense dos Supermercados (Acats), o valor do dólar e a estiagem contribuíram para os reajustes. O arroz, por exemplo, teve alta média de 5%. O feijão preto, de 25%. Óleo de soja, 5%. Também ficou mais caro tomar café com leite. Os dois subiram 8% e 25%, respectivamente.
“Os insumos aumentaram. O arroz, foi pela questão da seca no Sul, que influenciou bastante. O trigo, atrelado ao dólar, e o óleo de soja também. Feijão é por causa da estiagem, da seca”, disse o presidente da Acats, Paulo César Lopes.
Tem outro item que não está na cesta básica mas faz parte do dia a dia do consumidor: os ovos. Segundo a Acats, o aumento da caixa com a dúzia foi de 20% se a gente for fazer a comparação com o mesmo período do ano passado.
A explicação dos produtores é de que a procura está grande e o preço da ração para alimentar as galinhas também subiu no meio da crise.
O Ministério Público de Santa Catarina está de olho nesse aumento. Na primeira semana de quarentena, o leite subiu 50%. Foi aí que o órgão entrou em ação, por entender que o valor era abusivo. Depois disso, o aumento médio do valor chegou ao nível atual.