O Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), de Tubarão, divulgou ontem que já são 150 profissionais de saúde afastados por suspeita e/ou confirmação da covid-19 e influenza. Destes. 57 são da área assistencial (trabalham diretamente com pacientes). Os números refletem no atendimento à população que chega até a emergência do hospital todos os dias.
Segundo a instituição, a média de atendimento no setor por doenças respiratórias continua alta, e com a redução de profissionais, isso tem impactado ainda mais o tempo de espera, que hoje é feito por meio do protocolo de Manchester, um sistema de triagem que classifica os pacientes através de cores das pulseiras, definindo a gravidade de cada quadro.
“A instituição está lidando, ao mesmo tempo, com a falta de profissionais afastados por terem contraído covid/influenza e o pronto-socorro cheio”, ressalta o diretor técnico Eduardo Ali Dominguez. “Essa é uma realidade em todos os serviços de saúde do país. Nem no pico da segunda onda, por exemplo, nós tivemos tantos colaboradores afastados ao mesmo tempo”, pontua.
Segundo ele, é o momento em que a instituição pede a colaboração da população quanto ao uso correto da emergência, só vindo ao local quando apresentar sintomas graves de doenças respiratórias. “Em casos leves, utilizem as Unidades de Saúde e a Policlínica. Isso serve para as gestantes também, caso precisem de atendimento. Só venha até o hospital em casos mais graves, garantindo sua própria segurança”, pede o diretor técnico.
Eduardo pontua ainda a importância de se respeitar as normas de segurança para evitar a transmissão do vírus. “O HNSC está permitindo acompanhante apenas para pessoas com deficiência, menores de 18 anos e acima de 60 anos e, ainda, para os casos em que os profissionais de medicina julgarem necessários acompanhantes. Vale destacar que as parturientes e puérperas têm direito por lei a acompanhantes. Isso é uma medida para diminuir o fluxo de pessoas dentro do ambiente hospitalar”, explica.
Determinação da Justiça
A Justiça do Trabalho de Santa Catarina determinou que o HNSC deve emitir a Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT) a todos os profissionais de saúde que atenderam pacientes com covid-19 e foram comprovadamente infectados pelo coronavírus. “Diante do alto risco de exposição do trabalhador à contaminação, é possível estabelecer uma presunção de causalidade entre o seu trabalho e a contaminação pelo novo coronavírus”, afirmou o relator do recurso, desembargador Roberto Guglielmetto.