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Porto tem embarque recorde de gado

Cinco mil cabeças de gado deixaram o Porto de Imbituba e seguirão para a Turquia, após 13 horas de operação

03/05/2019 06:00

O Porto de Imbituba realizou o embarque de cinco mil cabeças de gado, destinados ao Porto de Iskenderun, localizado na costa mediterrânea da Turquia. A operação foi recorde em número de animais já exportados pelo terminal. A Agência Marítima Imbituba gerenciou o embarque, e a empresa Simetria ficou responsável pela operação, que durou aproximadamente 13 horas.


Os cinco mil animais foram comprados de cerca de 200 propriedades rurais, prestigiando pequenos produtores da região. “O porto cumpre uma de suas missões de se fortalecer como multipropósito, sobremaneira sendo um parceiro público junto aos empresários e à comunidade, impulsionando o fluxo de riquezas que o nosso Estado oferece”, destaca o diretor-presidente da SCPar Porto de Imbituba, Jamazi Alfredo Ziegler.


A Turquia é, atualmente, o país que mais importa bois vivos do Brasil, por motivos político-econômicos e também religiosos, uma vez que a população muçulmana segue regras específicas de alimentação, respeitando as tradições islâmicas. Servidores do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) realizam a fiscalização e a certificação desse tipo de operação.


O Porto de Imbituba é o único em Santa Catarina que opera a exportação de cargas vivas. O primeiro lote de terneiros foi embarcado em maio de 2016. Na ocasião, 4,2 mil bovinos foram enviados à Turquia.

 

Normas garantem cuidados

A Instrução Normativa do Mapa estabelece normas técnicas para a exportação de bovinos, bubalinos, ovinos e caprinos vivos. Uma delas é que o Estabelecimento Pré-Embarque (EPE) esteja localizado a, no máximo, oito horas de viagem do porto. O EPE de Imbituba fica a 15 minutos da área portuária. Além disso, os animais ficam em quarentena durante 21 dias, para que seis doenças sejam testadas, como a brucelose e a tuberculose. As exigências sanitárias variam de acordo com o país de destino da carga. “Também é fiscalizado o cumprimento de pré-requisitos de bem-estar animal. Em hipótese alguma são permitidas situações que configurem maus-tratos”, explica Jorge Rosenfeld Kroeff, auditor fiscal federal agropecuário e médico veterinário do Mapa, que acompanhou integralmente a operação.

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