Com estado de calamidade decretado desde a última sexta-feira devido às fortes chuvas, Jaguaruna ainda busca recursos junto ao governo do Estado para resolver algumas situações mais graves, principalmente quanto à ponte que dá acesso à cidade. Hoje, o Deinfra já deve dar início a uma solução paliativa no local.
Também hoje o prefeito Edenilson Montini da Costa irá a Florianópolis para se reunir com o secretário de Estado da Defesa Civil e apresentar como está a situação para que possa resolver os casos mais graves, principalmente relacionados às pontes e pontilhões danificados.
“Estamos tentando restabelecer Jaguaruna dentro da normalidade, mas o município não tem condições de executar todas as obras necessárias. Por isso, estamos pedindo ajuda. Hoje (ontem) já fizemos uma reunião com o Deinfra, Amurel e o Exército para encontrarmos uma saída. O Exército se colocou à disposição para, caso seja necessário, colocar uma ponte móvel enquanto se recupere essa danificada, mas numa análise técnica dos engenheiros do Deinfra – já que a ponte também é do Estado -, esta não é uma alternativa viável. Então, será feito pelo Deinfra um paliativo até que as águas baixem e se possa fazer uma análise melhor”, conta o prefeito.
A partir de hoje, segundo ele, se o tempo contribuir, as máquinas já estarão ao lado da ponte para que seja feito um trabalho paliativo para que passem pedestres, motos, carros e até caminhonetes. “Para veículos pesados, vamos continuar utilizando o acesso alternativo pelo aeroporto”, pontua.
O prefeito ainda destaca que está sendo feito um levantamento de todos os estragos no município - na agricultura, pecuária, escolas e hospital. “As aulas estão canceladas até sexta. Caso não tenhamos apoio do Estado ou até mesmo federal, vamos prorrogar este prazo, mas vamos nos reunir com o secretário de Defesa Civil e ver se conseguimos liberar algum recurso para, pelo menos, podermos dar continuação às aulas, que dependem de transporte escolar”, diz.
Situação atual
O prefeito de Jaguaruna ainda acrescenta que a cidade tem hoje 12 pontes e pontilhões totalmente destruídos, “e se não forem recuperados não terá como restabelecer as aulas na semana que vem. Há ainda, segundo Edenilson, pessoas desalojadas e comunidades isoladas, além de 95 quilômetros de estradas comprometidas. “Vamos ainda levantar os valores dos prejuízos, mas por isso já estamos indo a Florianópolis buscar ajuda”, pontua.