A Petrobras afirmou em comunicado que não poderá atender todos os pedidos de fornecimento de combustíveis para novembro, que teriam vindo acima de sua capacidade de produção. A confirmação acende um alerta para distribuidoras, que apontaram para risco de desabastecimento no país.
No comunicado, a petroleira afirmou que recebeu uma demanda atípica de pedidos de fornecimento de combustíveis para o próximo mês, muito acima dos meses anteriores e de sua capacidade de produção, e que apenas com muita antecedência conseguiria se programar para atendê-los.
De acordo com o presidente do Sindópolis (Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis Minerais de Florianópolis), Joel Fernandes, o que acontece, na realidade, é que as disribuidoras possuem uma cota para a compra de combustíveis por mês e a Petrobras reduziu esta cota, afirmando que não há como atender a demanda. “Infelizmente, não há o que fazer, e o risco de desabastecimento pode ocorrer caso haja um consumo muito grande”, avalia.
A confirmação vem após a Associação das Distribuidoras de Combustíveis Brasilcom – que representa mais de 40 distribuidoras regionais de combustíveis – ter afirmado na semana passada que a petroleira teria avisado diversas associadas sobre “uma série de cortes unilaterais nos pedidos feitos para fornecimento de gasolina e óleo diesel” para novembro.
Isso porque, segundo a Brasilcom, as empresas não estão conseguindo comprar combustíveis no mercado externo, pois os preços do mercado internacional estão em patamares bem superiores aos praticados no Brasil.