A partir das fiscalizações da Tubarão Saneamento, foram identificados 677 pontos ativos que possuem fontes alternativas de água na cidade. Essa quantidade preocupou a concessionária, visto que, caso sejam águas de poços clandestinos, podem expor a população a doenças.
O diretor Marcelo Matos ressalta, ainda, que as perfurações de poços podem causar uma contaminação cruzada na rede de água. “Além de doenças, uma perfuração feita por um profissional que não é habilitado e não possui a outorga para o procedimento pode fazer uma linha conectada diretamente com a de água potável e isso, dependendo das condições, pode acabar contaminando o imóvel e até as redes próximas”.
Para debater sobre as perfurações ilegais de poços e evitar possíveis contaminações cruzadas, bem como o uso de fontes alternativas de água, a Inspetoria Regional de Tubarão promoveu uma reunião com autoridades da região e a entrega de uma carta ao presidente do Conselho Regional de Engenharia do Estado (Crea-SC).
Elaborada pela Tubarão Saneamento em conjunto com a Vigilância Sanitária, a Fundação Municipal de Meio Ambiente (Funat) e a Agência Reguladora de Saneamento (AGR), a carta solicita o apoio ao Crea para combater o exercício ilegal da engenharia e o fortalecimento da fiscalização, junto ao governo do Estado, das fontes alternativas de água no município.
O presidente do Crea, Carlos Alberto Kita Xavier, informa que a fiscalização do conselho é ativa e que vai seguir com a pauta. “O Crea tem uma fiscalização ativa e sempre que nós encontramos uma situação dessas, solicitamos que regularizem junto aos órgãos ambientais. Toda atividade técnica tem que ter um responsável técnico. Porque, queira ou não queira, uma água cristalina não é sempre sinal de que é potável”.
Infração
Para conscientizar a população, uma campanha, elaborada pela Tubarão Saneamento, será lançada esta semana. Instituída em 1997, a lei prevê que perfurar poços ou operá-los sem a devida autorização constitui infração. Dentre elas: advertência, multa diária ou proporcional ao dano de até R$ 50 mil, além de interdição e proibição da atividade.