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Pedido de casamento na porta da UTI

21/07/2020 06:00

Após ser diagnosticada com covid-19, passar dez dias na Unidade de Terapia Intensiva, sendo seis deles em coma, a tubaronense Luana Vieira, de 37 anos, foi surpreendida na saída da UTI. Assim que as portas do setor foram abertas, a advogada foi recebida com um pedido de casamento.


Fernando, o companheiro de Luana, a esperava com um cartaz em mãos do lado de fora da UTI. No cartaz estava escrito: “Quer casar comigo?”. Também carregava uma rosa com uma aliança dentro. “Não sabia nem como reagir. Jamais esperava que isso fosse acontecer. Nós (ela e o companheiro) já moramos juntos. Mas agora teremos a benção da igreja”, fala a advogada.


E o casamento já tem data marcada. “Será no dia 26 de junho de 2021. A data marcará um ano do meu renascimento, o dia que deixei a UTI depois de vencer essa doença. O que mais quero agora é viver e curtir meus dois filhos. Quando o médico avisou que eu iria ser entubada, achei que morreria. Tanto que fizemos um trato e ele disse que iria fazer de tudo por mim”, relembra Luana. O vídeo do pedido de casamento à Luana pode ser conferido no site do DS.


A advogada conta que os primeiros sintomas surgiram no dia 8 de junho. “Achei que fosse uma gripe. Alguns dias depois, os sintomas pioraram. No dia 12 de junho, dei entrada no Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC). Por quatro dias, fiquei na enfermaria. Depois, fui entubada. Nunca imaginei passar por isso”, fala Luana.


Depois de sair da UTI, Luana ficou mais dois dias na enfermaria, e depois foi liberada para ir para casa. “Rever meus filhos foi uma sensação sem precedentes. Quando eles nasceram, eu não fiz nem quarentena. Agora, vou olhar mais para o tempo que emprego nas coisas. Quero curtir mais minha família. Viver é um presente. Peço que as pessoas tenham consciência de que não é uma doença qualquer. Que se cuidem”, fala Luana e pede que a população siga as orientações e cuidados.

 

Cansaço ainda é sentido após doença

Em casa, Luana segue em recuperação após ter positivado para o coronavírus. Ela conta que atividades simples como subir uma escada ou segurar o filho menor no colo ainda são muito cansativas. “O médico disse que levará até três meses para estar recuperada. Mas estou feliz por estar em casa. Que as pessoas levem a sério. Não é algo fácil de se passar. Não sei onde fui contaminada. Seguia todas as recomendações e mesmo assim peguei a covid-19”, diz a advogada. Agradeço a todos que oraram por mim. Sou um milagre”, acredita. Luana.

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Daiane Fernandes

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