O mercado de trabalho da região foi duramente atingido pela pandemia do coronavírus. A maioria dos municípios amargou perdas de vagas de emprego em abril. O saldo na região foi negativo, com 3.427 demissões a mais do que admissões somente no último mês.
Apenas quatro cidades registraram saldo positivo: Grão-Pará (com três novas vagas de trabalho criadas), Pescaria Brava (com oito admissões a mais do que demissões), Rio Fortuna e Santa Rosa de Lima com uma vaga a mais cada.
No acumulado do ano (de janeiro a abril), o saldo também foi negativo na região, com 2.812 vagas a menos criadas. Desta vez, apenas oito municípios apresentaram saldo positivo. Neles, foram 176 pessoas a mais empregadas. Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).
Em todo o Estado, o índice de emprego foi diretamente afetado pela pandemia. Há 16 anos, Santa Catarina não enfrentava números tão negativos em abril. Foram fechados 73.111 mil postos de trabalho no mês passado. Segundo o Ministério da Economia, que leva em conta as contratações e demissões do mês passado, Santa Catarina teve o quinto pior resultado do Brasil.
No acumulado de janeiro a abril, o Estado teve 31.292 empregos a menos, o sétimo pior resultado nacional. Num comparativo de março para abril, o número relativo de oferta de postos de trabalho caiu 3,46%, a maior redução entre os estados.
No entanto, quase 300 mil pessoas tiveram os empregos preservados entre abril e maio por conta de acordos trabalhistas firmados na pandemia.
País inteiro teve saldo negativo
As demissões superaram as contratações com carteira assinada em 860.503 postos de trabalho, em abril, em todo o país. Foram 1.459.099 desligamentos e 598.596 contratações. O saldo de abril foi o pior da série histórica iniciada em 1992.
Segundo o Ministério da Economia, os dados mostram que a queda no número de contratações contribuiu de forma expressiva para o saldo negativo de empregos formais. Enquanto as demissões tiveram um incremento de 17,2%, as admissões caíram 56,5% na comparação com abril de 2019.
O secretário Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco, disse que o resultado reflete os efeitos da pandemia da Covid-19 na economia brasileira. “É um número duro, que reflete a realidade de pandemia que vivemos, mas que traz algo positivo. Demostra que o Brasil está conseguindo preservar emprego e renda”.