Desde que o HIV virou uma epidemia global, é a segunda vez que um paciente parece ter sido curado do vírus. A informação é de cientistas, e foram publicadas no The New York Times. O primeiro caso foi registrado no mundo há 12 anos, quando uma pessoa foi comprovadamente curada após o transplante de medula óssea.
Os dois pacientes considerados curados até agora passaram pelo mesmo processo, um transplante de medula óssea, mas não para o tratamento do HIV, e, sim, de câncer. Portanto, é improvável que este tipo de cirurgia seja uma opção viável para o tratamento da doença, já que existem, atualmente, drogas fortes o suficiente para controlar a infecção, enquanto o transplante é um processo arriscado, com efeitos colaterais que podem permanecer por anos. Ainda assim, os especialistas afirmam que rearmar o corpo com células imunes modificadas para resistir ao vírus pode ter sucesso com um tratamento mais frequente.
Em 2007, um médico alemão relatou a primeira experiência de cura do HIV em um paciente, que atualmente tem 52 anos e vive em Palm Springs, na Califórnia. Mais tarde, após ficar comprovado que ele estava de fato curado, cientistas tentaram por diversas vezes obter o mesmo resultado, mas sempre sem sucesso. Nas tentativas, o vírus retornava ainda mais forte. Por conta de todos os fracassos, os especialistas passaram a se questionar se o caso não era apenas uma exceção.
Já o paciente de Londres sofria de linfoma de Hodgkin, e também recebeu um transplante em 2016. Ele também recebeu drogas imunossupressoras, mas o tratamento foi bem menos intenso. Em 2017, o paciente deixou de tomar remédios contra o HIV.