Em uma semana onde o assunto principal no país foi a separação de sete casais famosos, a história de amor que atravessa décadas de Hugo e Maria Therezinha Konrad inspira e mostra que o amor pode, sim, dar certo e durar uma vida inteira.
Os dois se conheceram em um salão de baile em Iporã do Oeste. O namoro nasceu, veio o casamento e a trajetória de companheirismo completa agora 60 anos. As bodas de diamante do casal, que mora em Tubarão, estão sendo celebradas com a família que foi formada – são sete filhos e dez netos.
De origem de colônias alemãs, Hugo é natural de Itapiranga e Maria Therezinha, de Chapada (RS), e foi onde se conheceram, em Iporã do Oeste, no Extremo-Oeste catarinense, onde namoraram, casaram e viveram por quase seis décadas.
Foram sete filhos em menos de nove anos, o que gerou dificuldades por muitos momentos, preocupações, mas também alegrias. Quando questionado sobre as dificuldades com os sete filhos ainda pequenos e com a família sem muitos recursos, Hugo respondeu: “Quando estavam todos com saúde, estava tudo bem. Bens materiais dava-se um jeito”. Os filhos cresceram e foram saindo de casa, buscando cada qual seus meios para constituírem suas próprias famílias. O casal, então, voltou a ficar a sozinho, por quase 30 anos.
Segundo Maria Therezinha, há pouco mais de um ano, apesar de gozar de boa saúde – ela agora com 81 e Hugo, com 87 anos - os dois resolveram morar em Tubarão para ficarem próximos a uma das filhas, que já morava na cidade. “Quando as crianças são pequenas, necessitam do cuidado dos pais. Quando a gente envelhece, é preciso o cuidado dos filhos, motivo pelo qual viemos para Tubarão, onde nos adaptamos muito bem”, conta.
Lúcia, filha do casal, diz que, assim que chegaram a Tubarão, Hugo logo se interessou pela assinatura de um jornal diário para conhecer mais sobre o novo lar. Conheceu o Diário do Sul e diariamente o lê praticamente na íntegra.
Sem abrir mão do hábito diário de sentar para tomar o chimarrão, que cultivaram durante os últimos 60 anos, Maria Therezinha se ocupa com leituras, a costura com máquina manual e os afazeres da casa, enquanto Hugo intercala as suas leituras com o trabalho na horta e no jardim, onde cultiva diversas flores.
Aliás, são as rosas a sua maior paixão, que frequentemente oferece à sua esposa, mostrando que o romantismo não tem idade. Eles concordam que a ocupação diária, com a perspectiva dos afazeres do dia seguinte, são o segredo da longevidade.
interação
“Os meus pais moram em uma casa ao lado da minha. Além do contato diário conosco, quatro dos dez netos moram em Tubarão e os visitam com frequência, bem como o filho e neta de Florianópolis. Dada a localização geográfica de Tubarão, também facilita a vinda de irmãos, filhos e demais familiares, considerando a proximidade com o aeroporto de Jaguaruna. Ademais, tem diversos amigos da cidade onde moravam, com quem interagem com frequência. As redes sociais os ajudam com isso também”, conta a filha, Lúcia.
Micheline Zim