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Novas experiências e desafios

Ligado à área de tecnologia, Pedro Cargnin fala sobre o home office após a pandemia.

29/04/2022 06:00

O sistema de trabalho home office, adotado em função da pandemia do coronavírus, apresenta tendência de permanência para grande parte dos trabalhadores. Para Pedro Cargnin Bandeira, de 27 anos, esse modelo é uma das grandes comemorações para seu futuro e no Dia do Trabalhador, comemorado neste domingo, ainda mais.  


Pedro é bacharel em Ciências da Computação. De Gravatal, o jovem, antes da pandemia, atuava presencialmente em uma empresa em Tubarão. “Antes da pandemia já atuava uns dias de casa. Com a pandemia, passei a trabalhar apenas em home office e é algo que dá bastante certo para mim”, avalia Pedro.


Com a pandemia do coronavírus, o home office tornou-se o modelo único de trabalho para Pedro.  Ele conta que trabalha de segunda a sexta-feira. “O mais importante é que não preciso sair de casa. Rendo mais, pois tenho tudo ao meu dispor. Não perco tempo falando com colega de trabalho”, explica o jovem, que já trabalhou para empresa de São Paulo e, atualmente, atua para uma de Joinville.


Ao todo, ele trabalha cerca de oito horas diárias. “Hoje eu preciso apenas ter minha ferramenta de trabalho, que é o computador e a internet. O contra é o custo com a energia. Mas os prós são maiores, pois não perco tempo”, complementa. “Para mim, o home office é muito bom. Cheguei a sentir um pouco de falta de interação, mas me acostumei a falar através da tela”, complementa.


De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), no último ano, 11% dos trabalhadores ativos no país exerceram suas atividades profissionais de forma remota. Isso representa 8,2 milhões de brasileiros trabalhando no modelo home office.


Mesmo antes da pandemia, o home office já era uma tendência entre pessoas que buscavam mais flexibilidade no trabalho. “Algumas não se adaptaram. Mas, para mim, é a melhor coisa’, diz.


Escritório diferenciado trouxe qualidade de vida

No ano passado, Pedro trabalhou da sua casa de praia em Itapirubá. “Tinha a flexibilidade de terminar o expediente e ir dar uma caminhada na praia. Isso, ao meu ver, trouxe ainda mais conforto e qualidade de vida, podendo render mais no trabalho”, afirma o jovem. “Hoje não tenho pretensão de voltar a trabalhar num escritório. Tudo ficou melhor no home office”, fala Pedro. Para o profissional, o Dia do Trabalhador, além de ser de descanso, lhe faz lembrar da importância dos direitos trabalhistas e do quão difícil foi conquistá-los.

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