Este ano, as comemorações dos 65 anos de emancipação político-administrativa de Braço do Norte não terá festas e nem feriado.
Em virtude da pandemia do coronavírus, o município irá celebrar a data apenas com a lembrança de mais um ano de trabalho e de valorização da cidade.
Se teve uma coisa que Braço do Norte aprendeu em seus 65 anos de emancipação político-administrativa é que é um município multiturístico. Deixar que apenas um tipo de turismo predomine é limitar todo o potencial que Braço do Norte tem, seja o turismo religioso, o ecológico, de eventos ou turismo de negócios.
Braço do Norte tem posição privilegiada, ficando cerca de 70 quilômetros do mirante da Serra do Rio do Rastro, a aproximadamente 50 quilômetros do topo da Serra do Corvo Branco e 65 quilômetros de Laguna.
O município, com uma população estimada de 33,7 mil habitantes, é a Capital Nacional do Gado Jersey e a Capital Sul-Americana da Moldura.
Agronegócio e indústria são destaques
No turismo de negócios, o destaque é para a Feagro – Feira e Exposição Agropecuária do Vale do Braço do Norte e Região. Criada em 2004, a feira de agronegócios é a maior exposição de gado Jersey do Brasil em número de animais. Foram 315 em sua última exposição (2019). A cada edição, a feira supera seus próprios números, atraindo visitantes do Brasil e exterior, levando o nome de Braço do Norte além-fronteiras.
Apesar da grande movimentação do agronegócio, Braço do Norte ainda tem espaço para outros setores. A indústria metalmecânica (máquinas e suplementos) também está no roteiro de negócios, atraindo visitantes internacionais e exportando produtos. Outros setores, como o de fabricação de bebidas e embutidos suínos, também prosperam, fortalecendo o nome do município no cenário nacional.
Turismo religioso é um dos pontos fortes
No turismo religioso, Braço do Norte traz, desde sua fundação, uma forte tradição de fé. Os principais pontos atrativos são a igreja matriz Nosso Senhor do Bom Fim, localizada no Centro, construída com colaboração da comunidade, a igreja Santa Augusta, no bairro de mesmo nome, que além do sino benzido para os dias de tempestades, guarda um relicário com a falange de Santa Augusta, e o Instituto Sagrado Coração de Jesus, que abriga a Casa das Irmãs, na comunidade de Represa.
As grutas Nossa Senhora de Fátima, no Azeiteiro, que contém a via-sacra, sendo local de peregrinação na Sexta-feira Santa, e Santa Paulina, localizada no bairro de mesmo nome, também são atrativos.