O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou 14 empresários e agentes públicos suspeitos de envolvimento na compra, por parte do governo catarinense, de 200 respiradores por R$ 33 milhões em março de 2020. Os aparelhos, que seriam usados em pacientes com covid-19, foram pagos antecipadamente e nunca chegaram ao Estado.
Dos 14 denunciados, nove são empresários e cinco, agentes públicos. Entre eles, dois ex-secretários de Estado. As investigações foram feitas na Operação O2, que ocorreu em maio de 2020. Ela foi feita por uma força-tarefa composta pelo MPSC, Polícia Civil e Tribunal de Contas (TCE).
A operação teve duas fases e colheu mais de 50 depoimentos. Também foram cumpridos 51 mandados de busca e apreensão e cinco de prisão preventiva. O governador Carlos Moisés chegou a ser investigado pela Polícia Federal, mas o Superior Tribunal de Justiça (STJ) arquivou, em abril deste ano, a parte relativa a ele no processo. O político também respondeu a um pedido de impeachment por causa da compra dos respiradores, mas foi absolvido.
O governo de Santa Catarina afirmou que, do total de R$ 33 milhões, mais de R$ 31,8 milhões estão bloqueados em dinheiro e imóveis, ou em fase avançada de cobrança judicial. Desse montante, mais de R$ 14,2 milhões foram recuperados e estão depositados em juízo.