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Médico orienta sobre cuidados com a pele

28/12/2022 06:00

O câncer de pele é o tipo mais comum no mundo. Em um país tropical como o Brasil, onde o sol e o calor predominam durante a maior parte do ano, o quadro não é diferente.


No país, a doença já é uma questão de saúde pública. Dezembro, mês em que se inicia o verão, é a época do ano onde é registrado um aumento no número de casos, de acordo com o médico oncologista do Centro Médico Unimed, Kelio Silva Pinto.


O médico ressalta que a doença surge quando as células que compõem o órgão crescem desordenadamente, ocorrendo, principalmente, devido ao efeito cumulativo causado por longas exposições ao sol, quando os raios solares ultravioleta A e ultravioleta B danificam a barreira protetora do órgão.


“O carcinoma basocelular, mais frequente na população brasileira, costuma apresentar áreas com protuberância, com borda mais elevada e cor mais avermelhada, com pequenos vasos de sangue. Já o carcinoma espinocelular, segundo mais frequente, porém, mais agressivo que o basocelular, tem como característica sinais com aparência endurecida, uma úlcera que lembra um machucado, que não cicatriza”, diz o oncologista.


Segundo Kelio, as regiões mais comuns para o aparecimento dos dois tipos de carcinoma são as áreas mais expostas ao sol, como rosto, cabeça, pescoço, nariz, lábios e dorso das mãos. De acordo com o médico, o tratamento destes dois tipos de câncer de pele é cirúrgico, na maioria das vezes.

Maior órgão do corpo humano, a pele tem a função de revestir e proteger o organismo de agressões, como desidratação, vírus, bactérias e danos causados por fatores ambientais.


Chance de cura e alerta sobre casos

O oncologista destaca que o melanoma cutâneo, que tem incidência mais baixa do que os carcinomas, é o de maior gravidade. “Normalmente, acomete os mais jovens, entre 30 a 40 anos, surgindo por meio de uma pinta ou um sinal em tons acastanhados, que com o tempo altera de cor e tamanho, podendo até sangrar. Em um estágio mais grave, o tumor pode gerar metástase nos órgãos e gânglios. Quando diagnosticado precocemente, as chances de cura são altas, podendo chegar a mais de 90%”, pontua.


Outro alerta é sobre o bronzeamento artificial. “O procedimento também oferece alto risco de desenvolvimento de câncer de pele, mais do que a exposição aos raios solares. Isso ocorre porque elas emitem altos níveis de UVA, a radiação ultravioleta, de maior risco para o câncer de pele”, diz.


Proteção adequada

Para se proteger, o médico orienta para o uso de protetor solar todos os dias, reaplicando a cada duas horas. “Se você tem pele clara, use fator 30. Se você é negro, use fator de, no mínimo, 15. Além disso, evitar expor-se ao sol no horário entre 10h e 16h”, fala o médico. 

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