Praticamente um mês após a saída de Jairo Cascaes da Gestão, Maurício deixa a Educação
Desde outubro de 2018 à frente da Fundação Municipal de Educação (FME) de Tubarão, o professor Maurício da Silva deixou ontem o cargo e voltou a assumir uma cadeira na Câmara de Vereadores. Quem assume em seu lugar é a então gerente de Educação, Adriana Mariano da Rosa. O caminho é o mesmo trilhado pelo ex-secretário de Gestão, Jairo Cascaes (PSD), que também deixou o cargo e voltou à Câmara.
Maurício da Silva (PP) diz que foi convidado pelo prefeito interino Gelson Bento a voltar à Câmara para este novo desafio, uma vez que todos os gargalos existentes na educação foram destravados na gestão do professor, “e agora tenho novos desafios no Legislativo”, pontua. Em 2020, ele foi o candidato mais votado, com 1.825 votos.
Nestes quase cinco anos como diretor-presidente da FME, Maurício e sua equipe foram responsáveis por resolver questões há muito pendentes e reivindicadas. Entre os destaques enumerados pelo agora vereador, estão o zeramento das filas na educação infantil, as reformas e construções de escolas municipais, instalação de ar-condicionado nas salas de aula, o reajuste no piso salarial do magistério, a incorporação dos 33% de hora-atividade e o aumento no índice do Ideb.
“Foram desafios que enfrentamos desde o primeiro dia e conseguimos vencer. Saio da fundação com a sensação de dever cumprido e agora tenho mais desafios. Porém, não vamos deixar de dar suporte à nova diretora-presidente, que muito colabora com a pasta durante todo este tempo e sabe todos os caminhos a serem seguidos para manutenção destas conquistas, inclusive”, pontua.
Futuro na Casa
Maurício diz ainda que sua experiência na Câmara de Vereadores, onde já foi edil em alguns mandatos, o avaliza para esta nova etapa. “Já estive deste lado outras vezes, e vamos na busca de grandes trabalhos, como legislador e fiscalizador, além de representante dos cidadãos”, reforça. “Também não pretendo que haja grandes mudanças, inclusive sobre a liderança do governo na Câmara, hoje tão bem realizada pelo vereador Jean Abreu. Tendo em vista a abertura de uma Comissão Especial de Inquérito sobre a situação do prefeito Joares Ponticelli e do vice, Caio Tokasrski, presos na operação Mensageiro, a possibilidade de uma eleição indireta para prefeito se faz presente. O vereador diz que, caso aconteça, ele será um eleitor como os demais edis.