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Maurício da Silva presidirá comissão

18/05/2023 06:00

Transparência é a palavra de ordem utilizada pelo presidente da Comissão Especial de Inquérito (CEI) que apurará os desdobramentos da Operação Mensageiro em Tubarão. O vereador Maurício da Silva (PP) foi eleito o presidente da CEI e o relator, o vereador José Luiz Tancredo (MDB). A reunião que elegeu os dois aconteceu ontem.


De acordo com Maurício, “a tônica da comissão será a transparência total. Nós queremos buscar todos os processos dessa empresa (Serrana), desde que esteve aqui no primeiro dia, como foram feitos os processos licitatórios, quanto a prefeitura recolhia em valores, qual era a pesagem e como foi a evolução ao longo dos tempos. Vamos averiguar rigorosamente tudo o que aconteceu”, garante.


“Estamos vivendo um momento ímpar e queremos colocar esta situação a limpo para que todos os tubaronenses saibam o que está acontecendo e o que já aconteceu em nossa cidade desde que esta empresa passou a operar aqui em Tubarão”, pontua Maurício.


Para o relator eleito José Luiz Tancredo, a importância da comissão é trazer, através do prazo de até 90 dias, um resultado “para que, tendo em vista este evento adverso que resultou no afastamento e prisão do prefeito Joares Ponticelli e o do vice Caio Tokarski, possamos trabalhar nesta investigação de uma forma muito tranquila e reta”, ressalta.


A partir de agora, a CEI irá se reunir duas vezes por semana. A próxima reunião será amanhã, às 18h, no plenário da Câmara. Na semana que vem, elas acontecem na terça e na sexta, e assim sucessivamente. “Vamos fazer uma força-tarefa para fazer valer o que foi definido”, completa José Luiz Tancredo. A presidência e a relatoria foram eleitas por unanimidade dos votos.


O grupo tem ainda na composição os vereadores Eraldo Pereira da Silva (Cidadania), Thiago Figueiredo Zaboti (DC), Dorli Fernandes Rufino (PL), Felippe de Souza Tessmann (Podemos), Jean Abreu Machado (PSD), Denis da Silva Matiola (PSDB), Luciane Fernandes Tokarski (Republicanos) e Fabiano Modolon Corrêa (União Brasil).


Pedido negado pelo STF

Preso desde fevereiro, o prefeito de Tubarão, Joares Ponticelli, teve o pedido de liberdade negado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). No documento, assinado pela ministra Cármen Lúcia, o advogado Nilton João de Macedo Machado argumenta que há excessividade e ilegalidade na manutenção da prisão preventiva do acusado, sendo que “não houve demonstração mínima de sua efetiva participação no suposto esquema criminoso”. A ministra Cármen Lúcia entendeu que os elementos apresentados na peça não autorizavam o prosseguimento do habeas corpus na Corte. Joares está preso desde 14 de fevereiro.

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