Júlio Cavalheiro/Secom/DS Mais de um ano após a chacina de Saudades, no Oeste do Estado, onde três bebês e duas professoras foram assassinados em uma creche, a maioria das escolas da rede estadual de Santa Catarina segue sem vigilantes.
Logo após o crime, em maio de 2021, o governo do Estado divulgou que as mais de mil escolas da rede estadual de ensino receberiam investimentos para que tivessem vigilância humana. Houve abertura no processo de contratação de profissionais, mas, por conta da ausência de uma audiência pública, foi suspenso.
O DS questionou a Secretaria de Estado da Educação (SED) sobre como está o processo para que as escolas estaduais possam contar com mais segurança. Em nota, a secretaria informou que está em processo de um novo certame licitatório para ampliar os serviços de segurança eletrônica e humana nas unidades escolares da rede estadual de ensino. “A Regional de Tubarão será atendida conforme as demandas encaminhadas pela coordenadoria”, informou a SED.
A secretaria informou ainda que todas as 39 unidades escolares localizadas no âmbito da Coordenadoria Regional de Educação de Tubarão contam com vigilância eletrônica. “Além disso, oito unidades possuem vigilância humana, atendendo às solicitações demandadas pelas escolas, por intermédio da Coordenadoria Regional. Caso seja necessário ampliar a demanda de forma emergencial, é providenciada uma alteração contratual, realizando um aditivo no quantitativo de postos pleiteados, nos termos de lei de licitação”.
Na creche Pró-infância Aquarela, onde ocorreu o ataque, não havia a presença de um vigilante. Um jovem invadiu o local e desferiu golpe de faca contra as vítimas. Após o episódio, todas as unidades de educação de Saudades passaram a contar com vigilância humana e eletrônica, além de restrições no acesso aos centros. O autor da chacina, na época com 18 anos, foi preso e aguarda julgamento.