Amamentar sempre esteve nos planos da moradora de Armazém Luiara Heerdt da Rosa. Agora, aos 28 anos, ela realiza esse sonho, após a chegada do pequeno Léo da Rosa Schotten, hoje com dois meses. “Busquei o máximo de informação possível sobre o processo de amamentação durante a gestação”, conta a mãe.
E foi na maternidade, logo após o nascimento, que Luiara e Léo tiveram a primeira troca de olhares através da amamentação. “A primeira mamada dele teve a ajuda de uma enfermeira e foi ela que me mostrou a pega certa. O Léo pegou direitinho e já não senti dores desde a primeira vez. A sensação foi indescritível, uma mistura de medo, alívio e muito amor, muita ocitocina!”, revela Luiara.
Para ela, a amamentação será ainda feita por muitos meses. “Pretendo manter o aleitamento exclusivo até os seis meses e depois, com a introdução alimentar, seguir com a amamentação até os dois anos. É uma entrega. É cansativo, não vou negar. Mas saber que meu corpo é capaz de produzir o melhor alimento que eu poderia estar dando para o meu filho, torna tudo mais leve. Ver a expressão dele de satisfeito e ganhar até um sorrisinho banguela após a mamada, não tem preço. É um prazer enorme poder proporcionar isso ao meu filho”, diz Luiara.
Para outras mães, Luiara deixa um conselho. “Procurar informação, aprender como funciona a pega certa, como regular a produção de leite, são os caminhos. O máximo de informação possível é o que precisa para que seja prazeroso e sem dores desde o começo. E também confiar no processo e no teu corpo, a natureza é sábia, não existe leite fraco”, complementa a mãe.
O Ministério da Saúde recomenda a amamentação até os dois anos ou mais e, de forma exclusiva, nos seis primeiros meses de vida, mesmo nas mães que tiveram casos confirmados de covid-19.
Campanha traz incentivo
Para mobilizar a sociedade brasileira sobre a importância do aleitamento materno e incentivar mulheres a amamentar, segue durante todo este mês a campanha Agosto Dourado, que simboliza a luta pelo incentivo à amamentação, sendo que a cor dourada está relacionada ao padrão ouro de qualidade do leite materno. “A amamentação é um ato de amor, um momento de conexão entre meu filho e eu. É nutrir da melhor forma possível uma vida, é colo, é acalento, é a cura de qualquer sofrimento”, fala a mãe.