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Mãe de BN busca doador para filha

24/04/2019 06:00
Mara Beckhauser/DS

A família de uma adolescente de Braço do Norte está em busca de um doador compatível de medula óssea para Maria Eduarda Martins Xavier, de 12 anos. Desde o ano passado, ela luta contra a leucemia – tipo de câncer que ocorre na formação das células sanguíneas.


A mãe, Marli Marns Nunes, conta que o diagnóstico foi descoberto no ano passado, após a menina ir ao hospital com sintomas de dor de garganta. “Ela tomou antibióticos por uma semana, mas a febre e a dor continuaram. Voltamos ao hospital, a médica pediu mais exames e desconfiou que podia ser leucemia. Outro exame confirmou a suspeita. Maria Eduarda fez o tratamento por seis meses e, depois, a doença se estabilizou”, conta Marli.


Nos cinco meses seguintes, a menina voltou a ter uma rotina normal, até que outros exames apontaram que a doença havia voltado, no fim do ano passado. “Descobrimos que a Maria Eduarda precisaria começar, mais uma vez, a quimioterapia. Mas, como a medula está comprometida, a única alternativa hoje é o transplante”, explica a mãe.


A família da adolescente já realizou exames, mas nenhum deles é compatível. Os testes também foram feitos nos meio-irmãos de Maria Eduarda, que vivem no Paraná. Desde a última semana, a menina está internada no Hospital São José, em Criciúma, por conta de uma infecção.


“Ela é uma guerreira, segue sorrindo, mesmo com as dificuldades. O que queremos é que mais pessoas possam fazer a doação, para que Maria Eduarda e outras pessoas com a mesma doença tenham maior chance de cura”, pede Marli.


Como ajudar

Para ajudar e fazer parte do cadastro de doadores de medula óssea, é preciso ter entre 18 e 55 anos, estar bem de saúde e procurar o hemocentro mais próximo portando RG e CPF. Quem precisa do transplante aguarda na fila do Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). O Redome reúne todos os dados dos voluntários, como nome, endereço, resultados de exames e características genéticas. Sempre que potenciais doadores compatíveis são identificados, a equipe entra em contato para confirmar a vontade e a disponibilidade destes em realizar a doação.

Marli explica que, além da doação de medula óssea, a filha também precisa de doadores de sangue e plaquetas, por conta das transfusões.  “Quem puder pode ir até o Hemosc mais próximo e fazer a doação em nome de Maria Eduarda Martins Xavier”. Atualmente, Marli está desempregada, já que deixou de trabalhar em uma malharia para poder cuidar da filha. Mais informações sobre o caso de Maria Eduarda podem ser obtidas pelo telefone da mãe, (48) 99969-3441.

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