Fiesc também apontou medidas necessárias para manter o crescimento em 2023
O desempenho das contas públicas e o cenário internacional vão condicionar o comportamento da economia em 2023, avalia o presidente da Federação das Indústrias (Fiesc), Mario Cezar de Aguiar.
Em coletiva à imprensa ontem, ele salientou que o setor industrial foi preponderante para o desempenho da economia do Estado, que gerou 125 mil empregos formais até outubro. Santa Catarina também manteve a menor taxa de desemprego do país (3,8%) e registrou recorde nas exportações (US$ 11,1 bilhões) e importações (US$ 26,6 bilhões) até novembro.
Além do desempenho positivo no emprego, Santa Catarina também manteve, no terceiro trimestre de 2022, as menores taxas de subutilização da força de trabalho (6,8%) e de informalidade do país (25,9%). No comércio internacional, registrou aumento de 26% na exportação de produtos intensivos em tecnologia e expansão em todos os grupos econômicos mundiais. O índice de intenção de investimento na indústria segue acima da média nacional (58 pontos em SC contra 53,5 pontos da média nacional). O Estado também possui a sexta maior participação no PIB nacional, que nos últimos dez anos passou de 4% para 4,6%. “Isso mostra que a indústria tem papel fundamental para a sustentação do crescimento econômico catarinense”, completou Aguiar.
“Contudo, para continuarmos crescendo, é fundamental manter o controle do gasto público. Isso é crucial para trazer estabilidade no médio e longo prazos e dar segurança para quem quer investir no Brasil”, afirma.
É preciso monitorar taxas de juros
O presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar, salientou que é preciso monitorar a trajetória da taxa de juros brasileira, o desempenho das economias da Europa, Estados Unidos e China e a guerra Rússia-Ucrânia. “Hoje os juros estão num patamar elevado (13,75% ao ano), o que explica boa parte da dificuldade de crescimento da atividade industrial catarinense e brasileira – em especial a produção de bens de consumo duráveis, como eletrodomésticos e automóveis, que dependem de crédito”, explica. No caso da produção industrial catarinense, a queda foi de 3,9% até setembro.