Hoje comemora-se o Dia Mundial da Higienização das Mãos, uma iniciativa que reforça a importância desta medida preventiva tão essencial. Dados mostram que as infecções, relacionadas à assistência à saúde no Brasil, são estimadas em um a cada 20 pacientes durante a internação, sendo a higienização das mãos um meio muito importante para a redução das ocorrências.
No Hospital Socimed, de Tubarão, este é um dos programas já instituídos há anos, difundido entre as equipes, de forma geral, e em especial aos profissionais da assistência.
Periodicamente, são realizadas dinâmicas, dias temáticos, treinamentos inserindo o ato de lavar e higienizar adequadamente as mãos na rotina diária do hospital.
“Falamos sobre a importância de lavar as mãos muito antes de ser uma orientação na prevenção de pandemias. Sabemos que este hábito reduz de modo significativo o risco de transmissão de todo tipo de doenças”, explica Regina Longen Degering, responsável pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) do Hospital Socimed.
Lavando as mãos
O ato de lavar as mãos está associado a uma história interessante. Em 1846, percebeu-se em uma clínica obstétrica de Viena/Áustria que a mortalidade dos pacientes era de três a dez vezes mais alta do que a dos partos realizados por parteiras. Isso porque médicos que faziam os partos também realizavam as autópsias nas parturientes que vinham a óbito, promovendo a troca de micróbios e a contaminação. Foram as observações de um jovem, o então médico assistente Ignaz Philipp Semmelweiss, que tornaram a higienização das mãos algo importante a ser considerado na prevenção de infecções.