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Gratidão após a cura do câncer de mama

08/10/2021 06:00

O dia 16 de junho deste ano ficará marcado para sempre na história de vida da empresária Juliana de Vargas Redivo, 40 anos, de Tubarão, e de sua família. Foi quando ela finalizou o tratamento contra o câncer de mama, após um ano e meio de luta, medos, incertezas, mas sempre com muita fé.


“Foi com muita gratidão a Deus no coração que eu recebi a cura vinda pelas mãos dos médicos. O tratamento foi finalizado com sucesso e recebi, então, a notícia de que estava apta para levar uma vida totalmente normal. Nunca vou esquecer deste dia”, comemora.


“Existem algumas lições após passar por uma experiência como esta. Com o fim de todo o processo, nunca mais seremos os mesmos. Não tem como passar por isso e não ser mais grata pela vida, pelas pessoas, pela nossa história. Gratidão por tudo e, principalmente, a Deus, porque sem Ele não teria chegado até aqui”, destaca Juliana.


Durante o tratamento, a empresária conta que houve, sim, momentos em que achou que não iria aguentar. “Mas Deus me deu força e ânimo, através de palavras e promessas que me fizeram acreditar que seria possível viver a cura, ter uma nova vida, ser completamente restaurada física e emocionalmente. Deus deu todo o suporte para passar por esta batalha, colocando no meu caminho profissionais magníficos para cuidar de mim no meu tratamento, e agora esta luta se encerrou de forma vitoriosa”, agradece.


E hoje, depois de tudo, o recado de Juliana neste Outubro Rosa é para que as mulheres se previnam, se cuidem. “Muitas que tiveram diagnóstico precoce acabaram passando por tratamentos mais leves, sem cirurgia, sem quimio. Então, quanto antes for feito o diagnóstico, mais rápido e mais leve será o processo até a cura. E para quem está passando por este tratamento, que não desanimem, que lutem, se apeguem em Deus tenham fé. É possível vencer e escrever uma nova história”, ensina.


O que é o Outubro Rosa

Movimento internacional de conscientização para o controle do câncer de mama, o Outubro Rosa foi criado no início da década de 1990 pela Fundação Susan G. Komen for the Cure. O período é celebrado no Brasil e no exterior com o objetivo de compartilhar informações e promover a conscientização sobre o câncer de mama, a fim de contribuir para a redução da incidência e da mortalidade pela doença. O objetivo neste ano é divulgar informações sobre o câncer de mama e fortalecer as recomendações do Ministério da Saúde para prevenção, diagnóstico precoce e rastreamento da doença.


Diagnóstico foi dado em 2019

Em novembro de 2019, Juliana de Vargas Redivo começou a sentir um desconforto na mama. “Não era nada demais, só um desconforto mesmo, mas resolvi fazer o autoexame e identifiquei um nódulo. Procurei imediatamente um mastologista, fiz vários exames e 15 dias depois recebi o diagnóstico de câncer de mama”, conta.


Casada e mãe de uma menina de sete anos, Juliana diz que receber a notícia de que se está com câncer é algo que, num primeiro momento, assusta muito. “Ninguém está preparado para receber este diagnóstico. É um susto que vem com incertezas e dúvidas. Não sabemos como será o tratamento, como o corpo vai reagir, qual estágio está a doença. É realmente é muito difícil”, lembra.


Passados os primeiros dias, Juliana decidiu levar o tratamento de forma mais leve e tranquila possível. “Tentei de alguma forma continuar fazendo as mesmas coisas que fazia e tinha muita fé, esperança, porque sempre vou crer na cura, independentemente de qual seja a situação, de qual esteja o estágio. Apeguei-me nisso”, ressalta.


O tratamento durou um ano e meio. Durante o processo, passou por 16 sessões de quimioterapia, radioterapia e cirurgia de mastectomia total. “Foi um processo longo, mas um tratamento humanizado, todo pelo SUS. Foi excelente, com profissionais altamente capacitadas para dar também auxílio e suporte emocional. Fui recebida com carinho e amor. Foi essencial o cuidado dos profissionais de oncologia para o sucesso no meu tratamento. Os médicos e suas equipes foram maravilhosos, desde a questão emocional como nos exames e medicação”, diz Juliana.


A empresária também recebeu apoio dos familiares e amigos. “Foi muito especial receber este amor, que faz toda a diferença no tratamento. É um período que requer força, mas, por outro lado, também aproxima demais as pessoas”, conclui.


Dificuldades na pandemia

O tratamento de Juliana começou pouco antes da pandemia de covid-19 ter início e se prolongou durante este período, o que acabou fazendo com que ela passasse por momentos mais difíceis. “Precisei me resguardar por conta da imunidade, que estava baixa, e podia ser comprometida caso tivesse a covid-19”, diz. “Também passei por momentos no tratamento que não podia ter acompanhante no hospital, novamente por causa da pandemia, e tive que fazer sozinha. Esta fase foi bem difícil, ainda mais que quimio traz um desconforto físico muito grande”, lembra.

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Micheline Zim

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