Ontem, o valor do litro do combustível nas bombas era o mesmo da semana passada
Na última segunda-feira, o DS destacou a queda do preço da gasolina nas refinarias anunciado pela Petrobras. O combustível teve uma redução de R$ 0,1399 por litro no valor médio repassado às distribuidoras no país. Mas, por enquanto, os motoristas de Tubarão ainda não sentiram no bolso esse repasse.
Numa pesquisa feita pelo DS na tarde de ontem, pelo menos dez postos da Cidade Azul ainda mantinham os mesmos preços praticados na última semana, antes do anúncio de redução feito pela Petrobras.
“Como a baixa foi no último sábado, e os postos normalmente repõem seus estoques no final de semana, os estoques com os novos valores começaram a ser praticados na segunda-feira. Essa reposição se dará durante essa semana, quando todos os postos irão repassar os descontos recebidos das distribuidoras para o consumidor”, explica Vicente de Sant’anna Neto, presidente do Sindópolis (Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis Minerais de Florianópolis).
Ainda segundo Vicente, a baixa sentida pelo consumidor final será em torno de dez centavos o litro, levando em consideração os impostos sobre o combustível. Em outras cidades da região Sul do Estado, como Criciúma, alguns postos já estão vendendo a gasolina 20 centavos a menos do que o preço praticado na semana passada. “Os preços são diferentes entre Tubarão e Criciúma porque o valor praticado pelos postos é livre, e o mercado, competitivo”, ressalta o presidente do Sindópolis.
Preço médio de R$ 4,34
Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP), o valor médio do litro da gasolina em Tubarão é de R$ 4,34. O valor mais alto encontrado, entre os dez postos pesquisados pela ANP, é de R$ 4,49 o litro. O mais baixo é de R$ 4,16. Em alguns postos, é possível encontrar um preço ainda menor, pagando à vista ou em promoções realizadas por aplicativos. No mês de maio, o preço médio do litro da gasolina na Cidade Azul, segundo a ANP, fechou em R$ 4,35. Foi o maior valor médio registrado neste ano, e também o mais alto desde novembro de 2018.
Guilherme Corrêa