Domingo, 10 de maio de 2026
Fechar [x]

Fisiculturista ganhará um cão-guia

23/11/2023 06:00

Foi como ganhar um grande prêmio da loteria. Assim a fisiculturista tubaronense Laura Bopreé Justino, que tem deficiência visual, define a surpresa que recebeu esta semana. Ela foi informada que ganhará um cão-guia, que a ajudará muito a melhorar sua qualidade de vida.


“Eu havia me inscrito há cerca de três anos, já tinha até me esquecido, por se tratar de algo muito difícil. É um trabalho que precisa ser reconhecido e cada vez mais divulgado, para que mais pessoas sejam beneficiadas”, ressalta.


Laura conta que há cerca de 20 dias uma equipe do Instituto Adimax, responsável pelo projeto de cão-guia, veio a Tubarão para um primeiro contato dela com um cão-guia, para saber se estava apta e se haveria compatibilidade. “Fizemos todo um treinamento. Foi emocionante. Senti-me enxergando de novo”, lembra.


Ela, então, foi informada de que o processo de liberação de um animal para ela poderia levar ainda mais um ano e meio. Qual não foi a surpresa ao receber a ligação esta semana de que ela poderá receber sua mais nova parceira, a Dior, no início de dezembro?


“Tivemos uma afinidade instantânea, uma conexão incrível mesmo. E, então, eles perceberam que tanto eu quanto ela estávamos aptas uma para a outra”, comemora. “Quando recebi a ligação, chorei muito de emoção. Eu me senti premiada, um grande presente de Deus”, revela.


Segundo o Instituto Adimax, de São Paulo, o Brasil possui, aproximadamente, sete milhões de pessoas com alguma deficiência visual (IBGE) e menos de 200 cães-guias em atividade. “Esses números motivam o projeto a querer cada vez mais implantar esse serviço na comunidade e, para isso, conta com a ajuda de especialistas na área e de voluntários que buscam o mesmo objetivo: uma sociedade mais inclusiva e que proporcione equidade para todos”.


Trajetória de Laura

Laura Bopreé Justino, de 52 anos, começou a perder a visão de um dos olhos aos 26 anos. Aos 46, ela perdeu quase toda a visão do outro olho. Mas nem por isso deixou se abater, e o fisiculturismo a levou a muitos pódios. No início do ano passado, mais um revés. Ela sofreu uma queda em casa, fraturou o pulso direito, passou por cirurgias, mas perdeu muito o movimento dele. “Isso acabou me prejudicando até no uso da bengala. Agora com o cão-guia tudo ficará melhor”, conclui.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Quer receber notícias de Tubarão e região? Clique aqui.
Diário do Sul
Portaliza - Plataforma de Jornalismo Digital

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com a nossa Política de Privacidade. FECHAR