A Ferrovia Tereza Cristina (FTC) alerta sobre as três palavras que devem ser respeitadas antes de cruzar a linha férrea: pare, olhe e escute. Àqueles que ignoram, além de cometerem infração gravíssima prevista no Código Brasileiro de Trânsito, colocam a própria vida e a de terceiros em risco.
No Brasil, todos os dias, centenas de pessoas sofrem algum tipo de acidente de trânsito. No setor ferroviário, em 2019, foram 11,1 acidentes por milhão de trens.km, o que significa uma redução de mais de 85%. Apesar da redução em nível nacional, as ocorrências ferroviárias ainda existem e podem ser evitadas.
Em uma análise das causas desses acidentes, registrados no trecho concedido à FTC, para o transporte ferroviário de cargas, o maior número de ocorrências está ligado à imprudência dos condutores rodoviários. “Um quilômetro. Essa é a distância necessária para um trem parar. Parece pouco, e por isso algumas pessoas acham que dá tempo para passar, de responder a uma mensagem no celular, de atender uma ligação, de arrumar a cadeirinha do bebê. Há ainda condutores com o som alto e que não conseguem ouvir os sinais sonoros do trem, entre tantas outras coisas simples, de atos imprudentes, que podem tirar uma vida, porque o trem não consegue parar de imediato”, pondera o engenheiro da FTC, André Guaresi.
“Realizamos uma série de ações com o objetivo de bloquear os comportamentos inadequados próximo à linha férrea, mas, sobretudo, precisamos do entendimento, que algumas pessoas ainda não têm, sobre a necessidade de transpor a linha férrea somente nas passagens em nível e observando os cuidados necessários próximo aos trilhos”.
Para garantir as melhores condições da linha férrea, a FTC continua investindo tanto em infraestrutura quanto em segurança da operação ferroviária. Para se ter uma ideia, nos últimos cinco anos foram investidos, em manutenções de passagens em nível, cerca de R$ 2,7 milhões. A concessionária investe também em ações educativas, por meio do programa Paz na Linha, que só no ano passado realizou sete blitzes externas, com a distribuição de kits educativos para mais de oito mil condutores rodoviários e atividades em escolas com mais de 1,2 mil participações.