A família de Cresio Silvano Souza, de 54 anos, morador de Gravatal, que faleceu no último dia 21, contesta a causa da morte divulgada pela prefeitura nas redes sociais oficiais do município, que dizia ter sido covid-19 o motivo do óbito.
Segundo a filha de Cresio, Maiara Kuhnen Souza, a morte do pai foi em decorrência de hemorragia subiracnoide e síndrome de Guillian Barre, “conforme declarado pelo hospital”.
Ela entrou em contato com o DS para contestar o motivo da morte divulgado. “Meu pai não morreu de covid. Ele fez o teste no mesmo dia que deu entrada no hospital, e o resultado foi negativo. Dois dias após, foi comprovada a suspeita de síndrome de Guiliian Barre, e cinco dias depois ele sofreu uma parada e um AVC e ficou na UTI. Em nenhum momento ele ficou isolado, em nenhum momento suspeitaram de covid. Inclusive, todos os dias que ele estava na UTI a família foi visitar, entramos em seis pessoas um dia antes de ser confirmada a morte, e até aí ele não tinha covid”.
“No dia do falecimento dele, o hospital informou que fez o teste e ele positivou. Resultado: caixão lacrado. Como foi dito que ele estava com covid, constou essa informação também na declaração de óbito, como outras condições significativas que contribuíram para a morte. Ele tinha tomado as duas doses da vacina”, completa.
Segundo a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive), o caso, de fato, foi notificado como covid-19. “No entanto, se a família tem esses questionamentos, eles podem pedir que o município investigue e reavalie o caso”.