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Estiagem: falta de água não deve atingir região

21/08/2019 06:00

A crise de abastecimento de água motivada pela estiagem que atinge o Estado ainda não está causando impacto na região, mas o baixo volume de chuva – quando deveriam ser registrados 135mm em agosto, sendo que até agora choveram apenas 23mm –, segundo a Epagri, preocupa principalmente os setores da agricultura e pecuária.


Embora qualquer volume de chuva seja positivo para a situação de estiagem no momento, um novo relatório emitido nesta segunda-feira de manhã pela Epagri lista 11 rios catarinenses que seguem em condições de “regime hídrico extremo”, com pontos em emergência ou alerta. Mas o rio Tubarão segue com seu volume considerado normal, de acordo com o pesquisador em hidrologia da Epagri/Ciram, Guilherme Miranda. “Não há riscos de desabastecimento, mas o problema é que se continuar com baixos níveis de chuva, como está previsto, setores como o da rizicultura e do gado de leite podem ser afetados”, pontua.


Segundo a Tubarão Saneamento, com os investimentos realizados no sistema de captação e distribuição, a concessionária está preparada para garantir o abastecimento de água aos usuários, sendo que o risco de falta de água é praticamente inexistente, inclusive neste período de estiagem. “Existe, porém, a incerteza na duração desse período, acarretando a diminuição do recurso disponível para tratamento. Motivo este que reforça a importância de os municípios preservarem as margens do rio, diminuindo a poluição, bem como da população, com a utilização dos recursos hídricos de forma consciente. É importante lembrar que a cidade de Tubarão não enfrenta, desde novembro/2013, problemas com a falta de água, como ocorria em anos anteriores, exceto em manutenções pontuais para a realização dos trabalhos corretivos”, destaca a concessionária.

 

Previsão de chuvas

Segundo a Epagri/Ciram, o trimestre tem previsão de chuva próxima abaixo da média climatológica. “Persiste a condição de chuva mal distribuída no tempo e no espaço, alternando períodos de chuva e mais secos. O mês de agosto deve manter o padrão observado nos meses anteriores de pouca chuva. A partir de setembro, a chuva deve ser mais frequente no Estado”, explica a meteorologista Marilene de Lima. Segundo ela, agosto é um dos meses com menos chuva, com dias ensolarados e ar mais seco. “O risco de temporais com granizo e ventania é menor em agosto, e, com a primavera, passa a ser mais frequente, associado à passagem de frentes frias”, conclui.

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