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Escola é território de bons exemplos

11/08/2021 06:00

O interesse por saber como é do outro lado dos bancos escolares e a vontade de trabalhar com crianças foram motivações para duas jovens começarem a atuar na escola onde estudaram por anos e onde comemoraram, diversas vezes, o Dia do Estudante - celebrado hoje.  


A jovem Amabily Vitória Sebastião das Neves, de 18 anos, é estagiária há seis meses na EMEB Faustina da Luz Patrício, em Tubarão, onde foi aluna do pré-escolar ao 5º ano, em período integral. Atualmente, ela está cursando o último ano do ensino médio.


“Sempre tive muito interesse em saber como é trabalhar com crianças e é gratificante estar agora do outro lado da sala de aula. Inclusive, quatro pessoas, que foram meus professores, hoje são colegas de trabalho”, conta Amabily.


A jovem estagiária diz que ainda estava confusa quanto a qual profissão iria seguir, mas o trabalho na escola a fez decidir por pedagogia. “Eu estou no terceiro ano do ensino médio e estava confusa. Comecei a trabalhar aqui com outra profissão em mente, mas as crianças me encantaram. Até então, não sabia se levava jeito e agora quero fazer pedagogia”, revela Amabily.


Segundo ela, são muitas as lembranças dos momentos como estudante. “O que sempre me vem à memória são as festas juninas e o boi de mamão, pois eu sempre participava dos eventos”.


Para a estagiária Livia da Silva Costa, de 16 anos, é gratificante estar trabalhando na escola que estudou por quatro anos, também em período integral. “Tenho colegas que foram meus professores. E é muito interessante estar desse lado da sala de aula”, ressalta a jovem, que começou a trabalhar na unidade escolar há quatro dias.


Projeto Educação

O projeto Educação, encabeçado pelo DS desde 2007, leva o jornal às escolas, disseminando informação e conhecimento para as crianças e, consequentemente, às suas famílias. Atualmente, o projeto Educação está presente nas escolas da rede municipal de Tubarão.

 

Professora estudou na escola onde atua

Aos 35 anos, Fernanda Pereira Rosa é professora de educação inclusiva. Atualmente, trabalha no 1º e 3º anos do ensino fundamental séries iniciais na EMEB Faustina da Luz Patrício, onde foi aluna em 1991, ainda no pré-escolar.


“Aos 16 anos, parei de estudar no primeiro ano do ensino médio e voltei em 2016, com 30 anos, quando comecei a trabalhar como faxineira em uma empresa de veículos. Com apoio de colegas de trabalho, que diziam que eu estava na profissão errada, senti no meu coração que eu poderia alçar voos maiores”, conta.


Segundo Fernanda, ela sempre ouvia que tinha perfil de professora. “Há menos de um mês, fui acolhida com carinho e respeito na Faustina da Luz Patrício, e logo voltaram as lembranças do meu pré, que cursei nessa escola. São vagas as lembranças, mas me recordo como se fosse hoje dos números que aprendemos e das canções no fim das aulas”.   


Para ela, trabalhar no local onde foi estudante é um presente. “Sinto-me grata por poder voltar a essa escola como professora e reviver a minha infância. Olhar para trás me faz ver o caminho que percorri com mais carinho. Aprendo muito, todos os dias, com as crianças. Elas são formidáveis em empatia, são transparentes, puras e doces”, afirma.


“Costumo dizer que talvez as crianças que passarem por mim poderão não lembrar do que ensinei para elas, mas nunca vão esquecer o que eu fui para elas. As marcas que um professor deixa no estudante são eternas. E nós, professores, seremos eternos estudantes”, acrescenta Fernanda.

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Tatiana Dornelles/DS

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