Produção percorreu municípios da região para mostrar tradições que seguem vivas no cotidiano das comunidades
Além do Museu ao Ar Livre, a equipe também gravou em comunidades rurais da região Sul, entre elas a localidade de Rio Pinheiros Alto. “Lá, a herança cultural não está musealizada, ela permanece viva: no dialeto ainda falado entre gerações, na produção artesanal de vinho e embutidos e nas festas religiosas que organizam o calendário social até hoje. O episódio sobre a imigração vai mostrar de onde veio essa herança e onde ela ainda respira”, afirma o diretor.
A equipe também passou pela Cervejaria Big Jack e pela Vinícola Bianco, em Orleans; pelo Restaurante e Pousada Masiero, em Pedras Grandes; e pela Praça Central de Cocal do Sul.
Série
Conforme o diretor Luan Vosnhak, a série “500 Anos de Santa Catarina” propõe contar os cinco séculos de formação do estado a partir de uma perspectiva que não começa pela chegada dos colonizadores. Os 20 episódios têm início com os povos originários — Guarani, Kaingang e Laklãnõ/Xokleng —, que já habitavam o território catarinense, abordando sua cosmologia, suas línguas e sua presença histórica, reconhecida por documentos oficiais e pela educação indígena.
A produção também abordará a colonização açoriana, alemã e italiana, as guerras do Contestado e da República Juliana, o processo de industrialização descentralizada e será encerrada com um episódio dedicado à identidade catarinense.