Ao completar cinco meses da pandemia do coronavírus, entidades que representam indústria e comércio de Tubarão fazem uma avaliação deste período e as perspectivas para os próximos meses.
De acordo com o presidente da Associação Empresarial de Tubarão (Acit), Gean Carlo de Bom da Silva, o momento é atípico na indústria, pois não é uma crise setorial, mas mundial. “Os empresários ficaram desorientados, pois a produção parou do dia para a noite e se iniciou um processo de planejamento de crise”, comenta.
Para Gean, a situação ainda está bastante complicada para os segmentos de turismo, restaurantes e eventos. “A ajuda do governo federal veio, mas não na proporção necessária. Estima-se que o mercado retorne à normalidade com a descoberta de uma vacina. O problema é não saber quando essa vacina virá. Isso causa dificuldades nas tomadas de decisões e investimentos. Mas, gradativamente, a indústria está se recuperando”, completa.
Já o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Tubarão, Rafael Gomes Silvério, avalia que houve um grande impacto social e econômico para Tubarão, uma vez que o comércio representa a maior arrecadação de impostos para o município e também o maior gerador de renda e emprego. Sem citar números, Rafael pontua que, inevitavelmente, o comércio sofreu fortes impactos financeiros não apenas pela queda no volume de vendas, mas pelo fechamento de lojas e demissões.
Porém, ele diz que a perspectiva para os próximos meses é positiva. “Este otimismo se baseia na percepção de que as vendas vêm melhorando e isto também se reflete no Estado, na evolução do volume de vendas no comércio se comparado ao restante do país, com mais de 22% de crescimento em julho em relação a junho”, calcula.
Para Rafael, este período também foi de aprendizado. “Os lojistas tiveram que reinventar e os estabelecimentos, especialmente os de pequeno porte, tiveram que se readaptar, principalmente em relação ao uso da tecnologia. A avaliação que podemos fazer nestes cinco meses é de que as empresas tiveram realmente que se adaptar a esta nova realidade. Isto foi o lado positivo da pandemia para o comércio”, acentua.