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Empresários são presos em operação

03/08/2021 06:00
Polícia Civil/DS

Dois empresários foram presos preventivamente e um servidor público foi afastado do cargo durante a Operação Vale do Silício, realizada pela Polícia Civil ontem, em Sangão. Ao mesmo tempo, uma outra operação deflagrada pelo Gaeco, no mesmo município, apreendeu documentos, celulares e notebooks.


Ainda na Operação Vale do Silício, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão na prefeitura e em propriedades privadas. Segundo a Polícia Civil, a investigação começou há cerca de nove meses e apura dezenas de fraudes em licitações, além de compras diretas ilícitas e outros delitos, ligados a aquisições de equipamentos e serviços de informática pelo município.


As contratações, a partir de 2013, somam mais de R$ 2,2 milhões, volume que motivou o nome da operação em alusão à região norte-americana que é referência mundial no ramo de informática.


Além das prisões e buscas, atendendo aos pedidos da Polícia Civil, a Justiça decretou o afastamento temporário de um servidor, a suspensão dos contratos vigentes das empresas envolvidas e o bloqueio de R$ 1,1 milhão em bens e valores.


As investigações continuam para elucidar os fatos e identificar outros envolvidos. A operação, encabeçada pela 2ª Decor (2ª Delegacia Especializada no Combate à Corrupção) (Decor/PCSC), contou com o apoio do Instituto Geral de Perícias e de policiais civis da DIC e DTCA de Tubarão. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.

 

Gaeco apreende materiais

Paralelamente à Operação Vale do Silício, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou ontem, também em Sangão, a Operação Sargento Vitto, cumprindo três mandados de busca e apreensão. Foram apreendidos documentos, celulares e notebook. Os mandados foram emitidos pelo juiz da 2ª Vara de Jaguaruna em decorrência de procedimento de investigação criminal que apura crimes de corrupção, peculato/desvio e fraudes licitatórias, ocorridos no período de 2017 e 2020, envolvendo agentes públicos e particulares relacionados à contratação e execução do serviço de transporte escolar. Embora cada uma das operações investigue delitos e envolvidos distintos, a 1ª Promotoria de Justiça de Jaguaruna, que acompanha as duas investigações, auxiliou para que as operações ocorressem na mesma data, já que a deflagração em separado poderia comprometer os resultados. O nome da operação do Gaeco foi dado em homenagem ao sargento Marcos Antônio Vitto que faleceu no ano passado em serviço.

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