Marina de Albuquerque
Jornalista
Gente, diz aí: ser criança é um barato! Espontaneidade, criatividade, alegria! A criança é puro rock and roll. Sem papas na língua e geralmente “sinceríssimas”. Posso dizer que conviver com crianças é estar sempre num alto nível de energia boa. O que acontece é que as limitações da sociedade e da civilização acabam por desconcertar os adultos, ao se depararem com este espírito aventureiro que há dentro delas, então, surgem os deslizes, claro, e as birras e estresses. Mas são seres extraordinários, iluminados.
Quando julgamos alguém, cuidando da vida alheia ou nos incomodamos com coisas que não têm valor absoluto, no âmbito espiritual e sentimental, nos damos conta de nosso saudosismo relacionado à nossa vida de rebeldes, livres e soltos, “pirralhos”. Muitos ainda sentem uma pontinha de inveja dos mais jovens. Existem vários ditados e expressões relacionados a isso, como: “Ah! Minha infância! Eu era feliz e não sabia”; “ah! Meus tempos de mocidade”; ou os avisos, como: “aproveita enquanto você é criança e não tem que pagar contas”.
A verdade é que se manter jovem está mais relacionado a como reagimos aos acontecimentos, além disso, manter a mente ativa, o coração com a pureza interior e a preocupação, principalmente consigo mesmo e menos com os outros, fortalece muito este espírito encantador que há na infância.
Lembro de ter lido, em algum lugar, uma frase que muito me inspira e condiz com esta predisposição que estou, de elogiar a fase mais bonita da vida, a infância. A frase diz: “quando crescer, quero ser criança”. E esse “lema” dá muita esperança.