Menina de Içara foi internada no Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Tubarão
O primeiro caso suspeito de sarampo na região é acompanhado pela Vigilância Epidemiológica de Tubarão e do Estado. A criança, de dois anos, residente em Içara, chegou à cidade na última quarta-feira apresentando alguns sinais e sintomas da doença, e foi encaminhada ao Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), de Tubarão, onde se encontrava hospitalizada até ontem.
De acordo com a Regional de Saúde, exames laboratoriais foram realizados para confirmar a presença ou não do vírus no organismo da criança, mas desde já a Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Tubarão e a Regional pedem à população para procurar os serviços das Unidades Básicas de Saúde (UBS) para conferir o esquema vacinal e, se necessário, atualizar a caderneta de saúde com a vacina.
Segundo a gerente regional de Saúde, Maria Cristina Corrêa Clemente, já foi feito o bloqueio vacinal com as pessoas próximas à criança – quem e onde ela teve contato. “Ainda falta um exame para a confirmação da doença, mas estamos acompanhando o caso e fazendo todas as investigações”, pontua.
Ela explica que ainda não se sabe se o contágio da doença foi dentro do Estado ou se é importado.
Vacinação é a única forma de se proteger
A única e melhor forma de prevenção para a doença é se vacinar, já que a imunização é eficaz em cerca de 97% dos casos. A vacina é disponibilizada em toda a rede pública. Em Tubarão, as salas de vacina possuem as doses, e elas também serão repassadas a todos os postos de saúde. A 1ª dose ofertada é a tríplice viral, aos 12 meses de vida, e previne contra sarampo, caxumba e rubéola. A 2ª dose é a tetra viral, com um ano e três meses, e previne contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela.
Para adolescentes e adultos, se houve vacinação de 12 e 15 meses, não é necessário receberem outras doses. Até 29 anos de idade, quem não se imunizou na infância deve tomar duas doses. Após essa idade, até os 50 anos incompletos, uma dose só protege contra o vírus. E quem possui idade maior que 50 anos deverá passar por uma recomendação médica para saber se pode se vacinar.
De acordo com o diretor-presidente da Fundação Municipal de Saúde, Daisson Trevisol, quem não tiver certeza se tomou a vacina quando criança deve tomar a dose recomendada. “Não fará mal algum repetir a dose, pelo contrário, o melhor é garantir a imunização”, pontua. Após os 50 anos, Daisson explica que não é necessário devido a uma recomendação do Ministério da Saúde, que indica, entre os motivos, que pessoas acima desta idade já tiveram contato em algum momento com esta doença, já que antes ela ocorria com mais
frequência, o que as torna imunes. E, ainda, caso uma pessoa acima de 50 anos seja infectada, a doença se manifesta de forma mais amena, sem maiores riscos à saúde.
Sobre a doença
O sarampo é uma doença viral infecciosa e de fácil contágio entre as pessoas. Tem sua transmissão por secreções das vias respiratórias, como gotículas eliminadas através do espirro ou pela tosse. O período de incubação, que é o tempo entre o primeiro contato com o vírus e o aparecimento dos sintomas, é de cerca de 12 dias. Porém, a transmissão pode ocorrer antes de aparecer os sintomas. Os sintomas iniciais que podem ser apresentados são: manchas avermelhadas na pele, que começam no rosto e progridem em direção aos pés, febre, tosse, mal-estar, conjuntivite, coriza e perda do apetite.