Hoje, às 10h30, o governador Carlos Moisés, o secretário da Saúde, André Motta Ribeiro, e o procurador-geral do Estado, Alisson de Souza, concedem entrevista coletiva para explicar sobre o plano de gestão regionalizada no enfrentamento ao coronavírus.
O presidente da Federação Catarinense de Municípios (Fecam), Saulo Sperotto, também participará, de maneira remota. Há ainda a expectativa para a assinatura de um novo decreto a respeito da regionalização das ações, flexibilizações e restrições.
O repasse para a regionalização se dará de forma gradual e as decisões de flexibilização ou restrições deverão ter como base a ferramenta desenvolvida pelo governo, onde constará todos os dados a respeito da situação dos municípios quanto ao coronavírus.
O governo vai disponibilizar aos municípios a base de inteligência de dados utilizados para monitorar a propagação do coronavírus em Santa Catarina. Essa ferramenta vai apresentar dados oficiais, atualizados e monitorados em tempo real para que os 295 prefeitos, secretários de saúde e autoridades sanitárias locais possam tomar medidas com embasamento científico, num modelo de co-responsabilidade. Assim, podendo ter ações diferentes, de acordo com a situação de cada região, Algumas prefeituras poderão restringir ainda mais as medidas de distanciamento social e outras começar a flexibilizar algumas atividades, sempre com um regramento específico e de forma responsável.
Apesar de algumas possíveis datas de retorno de atividades, como transporte público e aulas presenciais, terem sido divulgadas, o governo do Estado não confirma nenhuma data oficial.
Prefeitos aguardarão por decreto
Prefeitos da Amurel decidiram que vão aguardar decreto estadual assinado pelo governador Carlos Moisés para decidirem sobre flexibilização, incluindo a liberação do transporte coletivo.
De acordo com o prefeito de Tubarão, Joares Ponticelli, é preciso ter segurança jurídica para tomar decisões. “Não podemos assinar nenhum decreto se não houver o decreto do governador que nos dê base legal para isso. Assim, após isso, vamos seguir tomando decisão em conjunto entre os prefeitos sobre os retornos”, analisa.
Dentre as atividades que Joares acreditar ser necessário retomar com urgência está o transporte. “As pessoas estão precisando de meios de locomoção. É o setor onde os municípios podem fiscalizar. Defendo que a primeira atividade a ser liberada seja o transporte coletivo”, completa.
As atividades universitárias de pesquisa e atendimento, como o trabalho de estudantes da área da saúde em clínicas e de acadêmicos de escritórios-modelo, também deverão ser restabelecidas na próxima flexibilização. “Acho mais fácil de controlar. É possível manter distância segura”, acrescenta Joares.